quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Food Design

A palestra "Design aplicado ao setor de alimentos" busca mostrar como o design pode agir de forma estratégica, não necessariamente com projetos de algum produto, mas com a utilização do método para a valorização do universo do alimento por completo.

Palestrantes:

Pedro Nascimento | Designer de Produto e sócio da Mós Design (empresa incubada na IED).
Artur Mottin | Designer de Produto, mestrando na REDEMAT e sócio da Mós Design.

Contato:
contato@mosdesign.com.br

Indicação bibliográfica:
Slowfood - www.slowfood.com
Lavazza - www.lavazza.com
Illy - www.illy.com.br
Food Design - www.fooddesign.it
Food Design Torino - www.studiooneoff.it/food-design

13 comentários:

Paulinha Andrade disse...

Alimentar-se deixou de ser uma atividade básica do homem. O mercado alimentício é formado por uma cadeia complexa de setores onde o designer pode atuar. Mais do que a preocupação com a qualidade do que comemos, existe um interesse por tornar o momento da refeição uma experiência marcante .
O food design é uma especialização do design, voltado para o setor alimentício de forma abrangente. Preocupa-se com o alimento, com a sua apresentação e com todo material que o permeia. Ex.: utensílios de cozinha em geral, talheres, ambientes, embalagens...
No seminário, os palestrantes Pedro Nascimento e Artur Mottin citaram o slow food, associação que se opõe a indústria do fast food e valoriza a cultura gastronômica.
A gastronomia como elemento pertencente à cultura de um povo é algo reconhecido e marcante. Foi apresentada a importância do café para os italianos e brasileiros. De acordo com os palestrantes, o italiano vê o ato de consumir o café como uma atividade importante no dia. Assim, existe entre os italianos um interesse em preservar uma cultura que almeja entender o café desde o grão até o pó ideal para o consumo, passando por utensílios a fim de aprender e difundir a cultura do café, passando pela ambientação, forma, público-alvo e experiências adquiridas.
O Brasil, e principalmente Minas Gerais, é o maior produtor e exportador de café no mundo. Apesar disso, não possui essa preocupação com o consumo do café como os italianos. Mesmo assim, o café é um elemento forte no cotidiano e cultura do brasileiro.
Somadas essas experiências, os palestrantes apresentaram projeto de graduação de duas cafeteiras, uma voltada ao consumo residencial e outra ao consumo comercial. O projeto conta ainda com o desenvolvimento de embalagens para o café.
O seminário foi riquíssimo para nós, alunos do oitavo período, pela explicação de uma vertente do design, apresentação de suas experiências com o projeto Jovens Mineiros e apresentação de um projeto de conclusão de curso que une design de produto e gráfico.

Matheus Moura disse...

A palestra apresentou o conceito de food design, expondo suas características e a maneira como é utilizado para agregar valor a um produto.

Ao início, quando o tema foi apresentado, imaginei uma vertente do design que envolvesse o aspecto estético e sensorial da indústria alimentícia. Pela minha experiência e conhecimento do design de produto, atribuí ao termo um conceito bem menos abrangente. Desenvolver a forma e configuração estrutural de um alimento considerando textura e material. Em um cenário ideal o designer poderia até desenvolver uma embalagem, mas a aplicação seria restrita a estas esferas. O conteúdo foi incrivelmente enriquecedor por apresentar um outro viés de atuação, demonstrando que de certa forma, tudo que cerca a indústria alimentícia, sejam os próprios alimentos até os utensílios utilizados, é objeto de trabalho do food design.

Além das diversas formas de atuação, foi exaltada ao longo da palestra, a importância do conceito para a gestão de marcas e produtos alimentícios. O valor do design como um artifício para enriquecer a relação entre produto e consumidor, além de fomentar a economia, delimita-se como uma medida estratégica. Este exemplo ficou claro com a apresentação das diferenças de posicionamento entre Brasil e Itália no que diz respeito ao produto café. Embora detenhamos uma maior produção e potencial de crescimento, somente na Itália o food design é inserido de forma plena, garantindo um retorno considerável.

Matheus de Moura Alves
8º DG - Manhã

Ju Castriota disse...
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Ju Castriota disse...

Na última quinta-feira, 19 de Agosto, os palestrantes Artur Mottin e Pedro Nascimento falaram a respeito do design aplicado ao setor de alimentos, que divide-se em três vertentes: o Design For Food (voltado para produtos que se relacionam à alimentação, como os utensílios), o Food Design (voltado para o próprio alimento, tratando por exemplo da interação do usuário com a comida) e a Food Art (expressão artística nos alimentos). Foi interessante o questionamento feito: o food design é algo que surgiu mesmo nos últimos anos, como defendem alguns, ou é algo que podemos perceber em momentos da nossa infância, como os chocolates em forma de cigarrinhos, lápis e moedas?

Vimos também o Slow Food, um movimento iniciado em 1986, que busca romper com o fast food. Ele questiona o ritmo frenético da vida atual, a baixa da diversidade de produtos alimentícios (73% na Europa e 93% no Brasil), o desaparecimento das tradições culinárias regionais e até o risco de extinção de certos alimentos. Buscando a conscientização das pessoas a respeito principalmente deste último quesito, foi fundado o projeto Arca do Gosto, um catálogo mundial que divulga sabores ameaçados de extinção. Dos mais de 700 sabores, 21 são brasileiros, entre eles: pinhão, aratu, babaçu, palmito juçara, pirarucu, umbu e arroz vermelho.

Foi falado também a respeito da Eataly, um espaço em Torino que objetiva dar às pessoas acesso a produtos de qualidade com preço acessível, oferecendo feira de rua, loja de produtos, biblioteca, tudo com exclusividade e sustentabilidade.

Além disso, aprendemos sobre a italianidade do café. A Lavazza, considerada a melhor empresa de café do mundo, busca preservar esta cultura italiana e manter o espírito da empresa. Além de oferecer blendas diversas, preocupação com design, embalagem, marca, também quer difundir esta cultura apresentando todo o processo e qualidade da empresa, através do Training Centre Lavazza.

Os palestrantes, para o projeto de graduação, aliaram estes conhecimentos a estudos a respeito de café no Brasil, que é o melhor produtor de café do mundo, e o segundo maior consumidor. Portanto, por quê não desenvolver mais produtos aqui dentro do país? O resultado do projeto de graduação, que uniu design gráfico e de produto, foi a empresa de café GAIO, com embalagens e identidade visual, e as cafeteiras residencial e comercial. Vimos aí a importância da integração do design com outras áreas e das próprias áreas do design entre si.

Juliana Castriota
8º DG - Noite

Unknown disse...

A palestra trazida pela Mós Design sobre o assunto Food Design discutiu sobre pontos interessantes da relação de um segmento dentro da atmosfera do design e do mercado alimentício.

Foram inseridos diversos conceitos associados a uma atuação diretamente com o alimento e outra atuação, mais secundária, que propõe trabalhar para melhorar a relação do consumidor com o alimento. Alguns termos foram levantados na explanação, um deles o termo Food Design surgido em Torino, na Itália; outro dos termos foi Design for food; food art – como o próprio nome diz trata da relação artística do homem com a comida; e, também, Slow Food – conceito interessante sobre a valorização dos produtos regionais e negação do fast food.

A interdisciplinaridade entre diversos campos do conhecimento como a gastronomia, o designer, a ciência e a tecnologia é inegável. A gastronomia sempre teve relação com a experiência visual, aromática e, claro, de sabor trazida para o consumidor; o designer se preocupa com a diferenciação e conceituação do produto na busca de antecipar a relação que o público-alvo terá; a ciência, muito voltada para química neste caso, pode transformar texturas e, portanto, modificar relações tradicionais existentes para outras mais contemporâneas – a gatronomia molecular é exemplo disso; a tecnologia tem por finalidade facilitar o funcionamento e melhorar a qualidade do produto e a qualidade com que ele chega até seu destino final.

Como forma de exemplificar essa relação interdisciplinar foi mostrado o case da Lavazza – importante empresa do setor de serviços relacionados ao café –, seus ideais e conceitos e sua relação diferenciada com o cliente.

Alguns projetos foram também inseridos ao contexto da conversa, o projeto Arca do Gosto, por exemplo, identifica, localiza, descreve e divulga produtos gastronômicos que estão ameaçados de extinção, mas ainda vivos.

Mais do que falar sobre a real relação entre o designer e a indústria alimentícia, a palestra fez um interessante e importante apontamento sobre a função do designer hoje no mercado. O mercado está demasiadamente cheio de produtos e serviços, sendo que o inovador e o que deve ser buscado é a relevância de um determinado produto em relação a outros do mesmo segmento, seu diferencial desde o início, na chegada ao consumidor, passando pela otimização da sua experiência com o produto, até o final de sua vida útil, ou seja, seu descarte.

Viviane Silva
8° DG - Manhã

Anônimo disse...
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Anônimo disse...

O tema Food Design, soluções e novos conceitos de consumo através do projeto de design aplicado ao setor alimentício, foi melhor explorado ao apresentar o caso da empresa Lavazza. Exemplo de empresa que utiliza do design como estratégia, englobando uma experiência multi-sensorial para atrair e fidelizar os consumidores ao proporcionar mais do que uma simples bebida. Aposta na inteiração entre o consumidor definida pela concepção do alimento ou bebida, pela colher, formato e material das xícaras, entre outros utensílios.

A Lavazza é uma marca de cafés diferenciados que iniciou suas operações em 1894 e comercializa várias qualidades de cafés e máquinas automáticas domésticas e industriais. Porém o projeto das máquinas é de outra empresa alemã. Além disso, possui cafeterias e espaços planejados que potencializam o contato com os produtos e com a marca, fruto de uma integração entre projeto de design de ambientes, design de produto e design gráfico.

Bárbara Xavier
8ºDG Manhã

Thiemi Okawara disse...

A palestra dos integrantes da Mós Design, Pedro Nascimento e Artur Mottin, teve como temática central o food design. Trata-se de um termo que em sua essência exprime todo aquele projeto que tem relação com o alimento e abrange diversas áreas desde a gastronomia até o design e a arquitetura, tudo para criar um universo experimental proeminente do ato que sempre nos pareceu muito simples: se alimentar. Ele engloba a crição de serviços, decoração e até utensílios gastronômicos estratégicamente preparados para propiciar novas sensações e formas de interação com os alimentos.
Os palestrantes ressaltam certas diferenças entre o “food design” e a “food art”. O design tem um caráter projetivo que visa um ponto crucial, o mercado. Em contraponto, a food art trabalha com a expressão artística através do alimento.
Um dos focos abordados por Pedro e Artur foi a experiência que ambos tiveram na Itália com o café e ainda trouxeram um excelente case da Lavazza, uma empresa ligadas a produtos de café que tem como carro chefe a experimentação e a busca por excelência em diversos setores do ramo do café.
A Lavazza oferece os serviços de refinamentos seleção e preparo de grãos (mesmo que o café seja importado de outros lugares), produtos alimentícios e utensílios de barista, tais como xícaras, taças copos e cafeteiras dos mais variados tipos. O que mais chamou atenção neste case é um workshop que provocava os ouvintes a participar, degustar e, principalmente, experimentar a criação de variados tipos de bebidas e comidas a base do café.
Outro tema abordado foi a gastronomia molecular, inclusive uma prática muito explorada pela Lavazza em seus vários “cofee shops” (Ill café di roma, Expression e Barista), esse tipo de gastronomia visa trabalhar os sabores transformando e modificando sua estrutura molecular, o que possibilita uma mudança de estado, texturas e consistência, por exemplo.
Por fim, os dois palestrantes apresentaram seus projetos de gradução apresentando de forma integrada um projeto entre designers gráficos e de produto. Foi criando a marca e as embalagens do saches saborizados de produtos a base de café e duas cafeteiras, uma comercial e outras cafeteira pessoal para uso doméstico. O projeto seguiu uma estética mais clean e moderna e o mais interessante seguindo a funcionalidade e sustentabilidade ambiental e comercial.

Thiemi Okawara
8˚ DG - Noite

Vih Bernardes disse...

Apesar de ser visto como um tema da moda, o Food Design na verdade é uma corrente que nasceu há alguns anos na Europa e, apenas há pouco tempo ganhou tal clamor popular (entende-se este com pessoas restritas da área de design).
A primeira vista, o Food Design pode ser encarado como algo específico ao Design de Produto, mas na verdade não o é. Ele propicia uma gama variada de experimentações no Design e em outras áreas como a química, gastronomia, tecnologia, etc.
E foi exatamente isto que a palestra da última aula norteou. Apresentou-se cases de algumas empresas conhecidas do ramo alimentício e também a experiência pessoal dos palestrantes Pedro Nascimento e Arthur Monttin.
Um exemplo bastante interessante foi o caso da empresa italiana Lavazza. Pois esta vê neste ramo do design uma grande possibilidade. Qual designer nunca deparou na web com alguma imagem do Cookie Cup, desenvolvido por Enrique Luis Sardi para esta empresa italiana? Há anos a Lavazza foca o Food Design como acréscimo a marca, digamos assim.
Para os desconhecedores, o Cookie Cup trata-se de um copo de biscoito revestido internamente por açúcar especial que permite que seja preenchida por café. Este produto foi cria de um concurso de Food Design realizado pela própria Lavazza em 2003, sendo já considerado como um clássico.
Elevando um pouco, tal tema também é erguido na gama industrial. Vai de talheres, utensílios de cozinha, até mesmo eletrodomésticos e chegando a fazer companhia, e as vezes essencial, para o design de embalagens. Estas, muitas vezes são adequadas de maneiras especiais a detrimento do projeto alimentício (caso do chips de batata Pringles, com sua embalagem em cone para que assim, evite que esta guloseima deteriore com facilidade, mantendo as características do chips por mais tempo).
Logo, o Food Design não trata-se apenas de uma "comida decorada" ou qualquer nome depreciativo. É além disso! Na realidade cruza-se experiências para que o alimento aliado ao Design, satisfaça as exigências humanas que vá além do alimentar-se e consumir. É uma elevação de sentidos, levando-se em conta também os aspectos funcionais, potencializando a experiência e não restrigindo-se somente no degustar.

Vivian Patrícia Bernardes
8º DG Noite

lepetipetipeta disse...
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lepetipetipeta disse...
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lepetipetipeta disse...

A palestra apresentada no dia 19 de agosto apresentou o tema design aplicado ao setor de alimentos. O palestrante apresentou vários conceitos interessantes e nos contextualizou o universo no qual foi desenvolvido seu o projeto de graduação. Vimos também várias possibilidades da aplicação do design no setor de alimentos e reforçou a integração entre os designers das mais diversas áreas para o desenvolvimento de projetos.

O slow food prega a valorização do ato de comer, a diminuição do ritmo da vida do homem moderno, a valorização de comidas regionais e a preservação do meio ambiente. Na cidade de Torino, temos o mercado Eataly que expõe e propaga muito bem essa filosofia do slow food. Encontramos nesse espaço todo um planejamento para a valorização do alimento. Quando entramos na Eataly, somos apresentados a um calendário dos alimentos da época do ano, incentivando o consumo dos mesmos, valorizando-os, de forma a evitar a “importação” de outros alimentos e o aumento da emissão de carbono ( através dos meios que transportam tais alimentos). Essa tabela contempla desde as frutas e legumes da estação até as carnes e outros tipos de alimentos. Encontramos também nesse espaço a comercialização dos produtos dos produtores locais, tais como doces típicos, pães, vinhos, etc. Há também a comercialização de utensílios para a cozinha e para o preparo dos alimentos, venda de material sobre gastronomia, degustação dos alimentos, etc. Porque não podermos aproveitar todo o potencial do Estado e transformar os mercados regionais em lugares como a Eataly?

Vimos também o case da Lavazza, uma empresa italiana que cria todo um universo em torno do café, desde do desenvolvimento dos alimentos que valorizam o sabor do café, até o desenvolvimento de máquinas e xícaras. Vemos que há toda uma preocupação com a marca e com as sensações provocadas pela cultura do café. A Lavazza estimula a experimentação de novos produtos feitos nos laboratórios do sabor, incentiva e reforça todo a comunicação da marca através dos produtos. Considerando que a Itália não produz pés de café e consegue transmitir e traduzir toda a cultura em volta do mesmo, o palestrante questiona poque não podemos e/ou conseguimos fazer o mesmo com os produtos do Brasil, principalmente com os produtos de Minas Gerais. Ele apresentou vários dados relativos ao nosso Estado, que reforçam a nossa capacidade de sermos auto-suficientes no desenvolvimento de produtos. Temos indústria de cerâmica, de metais, de alimentos, entre outros. Os doces mineiros são um belo exemplo de produto que podem receber o trabalho dos designers. A diferença entre os doces mineiros e franceses, por exemplo, é a maneira que os franceses trabalham o consumo destes, desenvolvendo embalagens e agregando valor ao produto. Porque não podemos, como designers, agregar valores aos nossos produtos regionais?

Conhecemos também o projeto de graduação do palestrante, vimos a integração do design gráfico e o de produto e como é importante e enriquecedor essa associação/integração entre os profissionais. O projeto foi o fruto de toda a percepção do designer baseada em pesquisas, experimentação e observações sobre o setor de café.

Jacqueline Luiza de Castro
8º DG - Manhã

Unknown disse...

Na quinta feira, 19 de agosto, Artur Mottin e Pedro Nascimento apresentaram o conceito de food design. Desconhecedor do termo, julguei inicialmente se tratar de Design aplicado a área de alimentos, mas restringindo sua atuação à forma do alimento e sua embalagem. Acreditei que se tratasse de dar forma diferenciada a alimentos triviais a fim de melhorar seu apelo visual e sucessivamente aumentar seu consumo. No caso do food design, vai muito além disso. Trata-se de uma especialização do design unindo-se à culinária de forma abrangente. Significa pensar o alimento, sua apresentação e todo o material que o permeia como utensílios de cozinha em geral, talheres, ambientes, embalagens, desenvolvendo ou aprimorando conceitos que liguem o consumidor ao produto de maneira forte e consistente.
Trata-se de dar atenção ao alimento de maneira completa (forma, textura, cor, aroma, ingredientes), pensar na maneira como o alimento é recebido pelo consumidor (aspectos de cor, material, forma da embalagem), pensar em que contexto se dá a apreciação do alimento (ambiente, acessórios culinários). Tudo isso apoiado sobre um conceito que estreite os laços entre consumidor e alimento. Design, culinária, arquitetura, e quais outras áreas mais forem necessárias utilizar. Todas para propiciar ao consumidor uma experiência única e valorosa ao se alimentar.
Além disso, um conceito que me chamou a atenção apresentado pelos palestrantes foi o slow food. Trata-se de um movimento que atua na contramão do consumo alimentar vigente. Busca uma melhor apreciação dos alimentos, valoriza a cultura alimentar local e questiona a baixa diversidade de produtos ofertados ao consumidor.
Alguns cases que mostram a aplicação do food design foram apresentados, como por exemplo, o case Lavazza, empresa renomada que oferece produtos relacionados ao universo do café. Foi comentada a maneira diferenciada que a empresa trata a cultura do café. O case Gaio, projeto de graduação dos palestrantes. Nele foram mostradas alternativas em food design para dois produtos (cafeteiras) além de identidade visual. Foi comentado sobre o projeto Arca do Gosto, que mapeia os alimentos ameaçados de extinção pela cultura fast food.
Cada vez mais posso perceber que a palavra que mais acrescenta design ao design é interdisciplinaridade. Tanto entre outras áreas quanto dentro do próprio design. Essa palestra, além de oferecer conceitos novos, mostrou o quanto a interdisciplinaridade enriquece o design.

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