
Impulsionado pelo crescimento da indústria de prestação de serviços em comunicação, a produção de conteúdo para mídias móveis oferece um campo amplo e diverso para atuação do designer gráfico, com fortes implicações para a sua relação com o design de produto. Inclusive, essas tradicionais separações entre campos do design encontram uma singular conciliação nesse âmbito. O som e a fala, a imagem e a visão, o estímulo motor e a sensação tátil se misturam, alternando- se entre objeto e superfície, forma e conteúdo, entre meio e mensagem. No entanto, pouco se discute em nível acadêmico o que já é uma realidade estabelecida no mercado. Em função disso, a Escola de Design da UEMG convidou o professor Dr. Hector Navarro Güere, professor e pesquisador da Universitat de Vic, Catalunya, Espanha, atualmente em residência na ECA- USP, que proferiu palestra seguida de mesa redonda da qual participaram os professores Cláudio Santos, Breno Pessoa e Rodrigo Minelli.
Dia 26 de agosto / 19:30 hs
Auditório do SEBRAE - MG
Av. Barão Homem de Melo, 329 - Nova Suíça
Realização: Escola de Design - UEMG e UFMG
Apoio: SEBRAE - MG e VIVO Arte.Mov
2 comentários:
Realizada na última quinta-feira, 26 de Agosto, a palestra ministrada pelo professor Hector Navarro Guerre trouxe um panorama recente sobre a comunicação realizada através de dispositíveis móveis e as possibilidades de atuação do designer nesse campo, a fim de despertar o interesse do profissional por essa demanda crescente do mercado audiovisual.
Contextualizando conceitos de convergência midiática, Hector apontou a rede como o grande meio gerador de conteúdo para plataformas derivadas, sendo ele original e muitas vezes autônomo. O professor lembrou também que o setor audiovisual sofre uma importante transformação, que implica na assimilação unidirecional de conteúdo participativo, interativo e variado. A estratégia das novas mídias é disponibilizar tal material em qualquer plataforma, reforçando uma forte tendência à desmassificação da informação e à fragmentação das grandes identidades. Através de infográficos, observamos uma maior interação com as novas telas por parte do público jovem, que hoje lança mão desses dispositivos tecnológicos para sua comunicação e entretenimento.
A constatação de uma crise no modelo dos meios de comunicação dá margem a aparição de novas lógicas colaborativas: ubiquidade e portabilidade (interação anywhere, anytime), a convergencia de funções, meios e linguagens entre softwares e aplicativos, a integração de modelos comunicativos (broadcasting, unicasting, multicasting, etc) somados a serviços baseados na geolocalização e, por fim, a bi-direcionalidade no consumo e produção de conteúdo. Hector sugeriu então o termo “Mobilidade 2.0” e elegeu o revolucionário iPhone como seu ícone, o comparando a uma navalha suíca da era digital.
Para ilustrar tais avanços tecnológicos, o palestrante apresenta um estudo realizado em sua região de origem, a Catalunya (Espanha) e nele indica tendências e exemplos de conteúdos já disponibilizados, com foco jornalístico, publicitário, informativo e no lazer do usuário.
Por fim, Hector mencionou Steve Wozniak da Apple e seu conceito de futuro misto com tendências móveis, evocando o surgimento de um “cidadão 2.0”, integrado e consciente de sua responsabilidade social.
Cristiano Magalhães
8º DG - Noite
Na ultima quinta feira, dia 26, o professor Hector Navarro Guerre apresentou em sua palestra, entre outros assuntos, um breve levantamento sobre como a relação entre o conteúdo midiático disponível para dispositivos móveis e os seus consumidores vem tornando-se mais complexa a medida em que a tecnologia aprimora-se, permitindo a manifestação de natureza imagética, audiovisual, interativa e tantas outras em um compacto hardware multifuncional, oferecido no mercado em categorias distintas, como celulares, smartphones e laptops.
Ao longo da fala do professor fica claro que essa nova dinâmica altera completamente o raciocínio operacional segmentado com que as produções midiáticas se estabeleceram, para uma nova e abrangente visão sobre toda a indústria de entretenimento e comunicação, o que envolve uma reformulação tanto na sua forma de produção de conteúdo quanto em sua concepção a cerca do que atualmente significa para o público “consumir meios de comunicação”. O que podemos observar é uma reação ainda insegura por parte dos profissionais da mídia sobre como se comportar diante deste consumo ativo que vem se caracterizando nos novos perfis de usuários da informação, que estão utilizando a tecnologia disponível para terem mais domínio sobre o que consomem e reivindicam maior espaço para atuar de fato dentro das diversas plataformas de mídia existentes.
Para os profissionais da área de comunicação e afins, essa é uma mudança importante na forma com que analisam seu público para oferecer-lhes um produtos com determinada configuração e função, pois este controle seletivo adquirido pelo usuário exige que a gama de conteúdo e interação disponibilizado seja rica o suficiente para atender nichos de cada vez mais específicos de interesse e em constante recombinação, tal como podemos concluir dos gráficos exibidos durante a palestra de Guerre.
***
Jordana Germano - 8ºDG- manhã
Postar um comentário