sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Gestão Estratégica do Design


A palestra “Gestão Estratégica do Design” aborda o uso do design para construir valor de marca e inovação corporativa.

Palestrante: julius

  • MBA em Desenvolvimento de novos negócios e empreendedorismo - FGV,
  • Especialização em Neurociências - UFMG,
  • Especialização em Designer de Interação - PUC Minas,
  • Graduado bacharel em Letras com formação complementar em Cinema - UFMG,
  • Graduação em Filosofia - UFJF (incompleto)
  • Sócio Fundador da Voël.

Contato: julius@voel.in


Referências bibliográficas:
  • O guia para projetar - Russ Unger e Carolyn Chandler,
  • Revista abcDesign
  • This is service design thinking - Jakob Scneider e Marc Stickdorn
  • Design de Negócios - Roger Martin
  • Design Thinking - Tim Brown
  • Design Thinking - Gavin Ambrose e Paul Harris
  • Gestão Estratégica do Design - Brunner Emery
  • Briefing: A gestão do projeto de Design - Peter L. Philips

5 comentários:

Carolina Nascimento disse...

Paixão! É como defino a palestra ministrada por Julius, seja sentindo-a ou promovendo-a.
Na Gestão Estratégica do Design tudo é pensado, tudo é levado em consideração: o ato de manusear, abrir a embalagem, o misterioso perfume do novo, o fluxo de trabalho, a sinalização da empresa, cada detalhe é um ponto a favor da empresa/ produto/ serviço e contra a concorrência. Numa sociedade onde a identidade é essencial e o que é diferente chama a atenção, e o design pode aparecer como um aliado na batalha para destacar-se no mercado.
“Gestão Estratégica do Design é criar o relacionamento correto entre o design e todas as outras áreas da corporação” Julius
Estabelecer, com eficácia o relacionamento emocional é fundamental, afinal muitas vezes o que o consumidor compra não é só a marca, o produto, ou serviço compra também a sensação que vai lhe proporcionar.
Dos vários exemplos que poderia citar vou mergulhar no setor de serviços, o Hospital Mater Dei busca sempre as melhores soluções para o ambiente de trabalho/ produção e/ ou atendimento a clientes com o objetivo de criar o clima psicológico desejado, o fluxo de circulação de materiais e de pessoas é também levado em consideração, além da sinalização correta dos espaços. Hoje, ainda existe a necessidade de comunicar uma filosofia/ ideia de redução de custos / sustentabilidade, com a integralização dos setores: cadastro, atendimento médico, enfermagem e exames solicitados, tudo trafega em rede, reduzindo a impressão desnecessária de protocolos.
Assim, seja na emergência ou consulta casual o paciente se sente confortável e confiante.
Isto também é gestão do design, é a materialização da identidade implícita, informal ou intuitiva.
“O que você faz e como você faz impacta outras pessoas!”

Erica Malga disse...

Julius realizou sua palestra logo após a saída do Steve Jobs da Apple, então descreveu parte da sua experiência com a empresa. Enquanto mostrava alguns produtos, falou sobre aparência, cheiro, vontade de guardar até mesmo as embalagens, por fazerem parte do envolvimento que se tem ao recebê-los em casa. Não se tratava apenas de receber um produto, mas sim um objeto de desejo!

Pela sua especialização em Neurociências, falou um pouco sobre escolhas no momento da compra ou tomada de decisões, processos altamente ligados à emoção, e que muitas vezes não conseguimos explicar racionalmente.

Atualmente muitas empresas já perceberam a necessidade de se pensar no design como experiência. Tendo este como um dos objetivos da empresa, na Voël o trabalho é feito em conjunto, justamente para já iniciarem essa troca de experiências. Outro exemplo de trabalho em conjunto é a IDEO, empresa que inova através do design. A organização preza e estimula a conversa entre os funcionários vindos das mais variadas especialidades em todos os projetos desenvolvidos. Após conhecerem as demandas, tais funcionários vão para as ruas saber o que realmente o usuário quer. Com as anotações e rascunhos em mãos, começam a projetar como uma grande equipe. Este método de trabalho garante a certeza de resultados inovadores e que atendam aos desejos dos clientes.

Érica Maldonado Galassi | DG Manhã

Hugo Lucena disse...

Experiência de compra e design voltado para o usurário foram provavelmente os pontos mais importantes trazidos a tona pela palestra de Julius, sócio fundador da empresa de design Voël. Ao se discutir assuntos tão relevantes ao design, percebe-se o quanto a experiência que o usuário tem ao interagir com um produto ou serviço é importante. O manuseio de uma embalagem, o contato com o vendedor, ou até mesmo uma resposta de email resolvendo um problema, são decisivos na constituição do valor da empresa pelo usuário. Ainda assim, esses eventos tão importantes para qualquer empresa podem passar despercebidos não somente pelos seus funcionários, mas pelos designers envolvidos no projeto e até mesmo pelos os clientes!
Muitas vezes as pessoas não estão cientes de modo como elas dão valor as coisas. Grande parte desses processos acontecem no subconsciente humano. Dessa forma, fica claro ao designer que, um melhor entendimento dessas experiências vividas pelo usuário, pode ser indispensável em sua carreira profissional. O designer, como configurador de projetos, poderia planejar quais sensações o usuário irá experimentar quando comprar um produto, fizer uma ligação à um call-center ou navegar pelo site da empresa.
A partir disso, obtém-se um melhor entendimento sobre Design estratégico. Através dele o designer pode unir suas diversas áreas do conhecimento para planejar de maneira minuciosa e assertiva a forma como o contato entre usuários e empresa irá acontecer.

Bruno Nunes disse...

A palestra ministrada por Julius teve início com um comentário um pouco controverso. Ele dizia que não acreditava no ensino, que as pessoas possuíam bagagem para criar em função das experiências e da vivência, no entanto, ele próprio possuía um extenso currículo acadêmico. Alem disso, o conhecimento adquirido através do ensino também nos molda e nos transforma. Acaba por influenciar nossa produção, seja de maneira direta ou indireta.

Ele prosseguiu retirando alguns produtos da mochila: um Ipad, um Iphone, um Kindle e um MacBook Air. Ele disse que o ato de abrir a caixa não era somente o abrir de uma caixa. Estes objetos vendem é a experiência e não somente o produto em si. Estes conceitos já foram trabalhados antes no curso. As empresas não se preocupam somente com a estética do produto mas com a experiência como um todo. Para isso, trabalham com todos os sentidos e não somente com a visão. Steve Jobs não criou produtos, ele criou necessidades. Por isso o sucesso de seus produtos.

Peter Gorb (1990) defina Gestão do Design como a “distribuição eficaz, pelos gerentes dos recursos de design disponíveis à empresa a fim de ajudá-la a atingir seus objetivos.”

Para Donald E. Peterson (ex-CEO da FORD) “a questão chave na gestão do processo de design é criar o relacionamento correto entre o design e todas as outras áreas da corporação.”

Já Tom Kelley da IDEO afirma que “os designers são especialistas em usar o poder de observação. A observação tem o poder de inspirar e informar.”

As funções do designer não se limitam a desenhar ou diagramar. Sua metodologia de trabalho acaba podendo ser aplicada em varias outras áreas, o que torna o profissional de design muito mais versátil do que imaginamos.

O risco é algo fundamental na carreira de um designer. Se sua produção encontra dentro da área de conforto, ele nunca irá de destacar. “Você precisa se arriscar para chegar em algum lugar.”

O Design Thinking tem como maior diferencial o contato direto com o cliente. Seu feedback é uma parte fundamental do processo. O Designer tenta descobrir diretamente com o cliente quais são as suas necessidades e adequar o produto final à elas.Quando são aplicados estes conceitos tanto o cliente, quanto o consumidor e o designer acabam sendo privilegiados.

A palestra como um todo trouxe conceitos interessantes que dão um novo horizonte para nós designers que em breve entraremos no mercado. Nosso trabalho não se limita à ilustrar ou diagramar, mas em campos onde nossa metodologia de projeto pode ser um grande diferencial.

Seminarios DG disse...

A palestra apresentada pelo Designer de Interação Julius nos mostrou uma abordagem mais técnica e real do processo de concepção de inovações, não só dentro das experiências eletrônicas, mas sim a inovação como um todo. O palestrante nos contou um pouco sobre a sua trajetória evitando se ater a isso, e abordou criticamente a temática de como se fazer design de forma eficiente.

Com uma visão vanguardista, Julius nos apresentou um modelo de negócio utilizado pela IDEO, que é a maior empresa de inovação do mundo. Modelo esse que visa uma estrutura não hierárquica, nem função limitadas, todos são participantes do projeto com igual importância e há liberdade total para criação, sem julgamentos ou bloqueios criativos. A essa mesma equipe é dado o desafio de reprojetar um carrinho de compras, em 5 dias. De forma esplendorosa eles cumprem e surpreendem com o resultado, uma total reformulação do antigo carrinho de compras.

Transpondo o que nos foi dito, podemos analisar tudo a nossa volta e de uma melhor forma solucionar problemas entendendo apenas que não devemos projetar para as pessoas, como no modelo antigo de design, hoje precisamos projetar COM as pessoas, entendendo o que elas realmente precisam, ouvir as sugestões, queixas e todas as informações que possam dar.

A nossa volta, só a natureza não foi projetada pelos seres humanos, e só ela não precisa ser reprojetada, porque é perfeita. Tudo tem falhas e é função do designer "solucionar" com a maior eficiência possível, para o seu contexto.

Caio Vinícius - 8º DG Manhã

Postar um comentário

 

Seminários DG Copyright © 2013 | Layout por Débora Mello