Uma apresentação sobre a trajetória profissional do palestrante, as lições aprendidas em 5 anos de formado, as oportunidades de mercado, etc.
Palestrante
Frederico Mendes Teixeira
Designer formado pela UEMG | 2006
Especialização em Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral | 2010
Mestrando em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável pela UFMG | 2013
Contato
fredericoteixeira8@gmail.com
@fredesigner
9 comentários:
Na aula datada de 11 de Agosto de 2011, foi ministrada uma palestra pelo designer de produto Frederico Teixeira, na qual se discorreu sobre a atuação do palestrante no mercado de trabalho e suas experiências profissionais. O mesmo chegou a cursar Turismo por um ano e meio, desistiu e começou a estudar design de produto. Formou-se em 2006, pela UEMG e nessa fase de sua vida tinha muitas dúvidas quanto ao caminho a seguir. Cogitou fazer mestrado e abrir uma empresa, mas com uma experiência em iniciação científica durante a graduação, percebeu que não possuía maturidade suficiente para fazer o mestrado naquele momento.
Em 2007, abriu a empresa NOTUS design com mais dois sócios. Começaram a prestar serviços para a Itatiaia (empresa de móveis), que gostou muito da capacidade dos sócios em criar conceitos e explorar os produtos de uma forma diferente. Frederico Teixeira comenta que foi muito importante essa etapa de trabalho, pois a Itatiaia trouxe para eles reconhecimento de mercado, aprendizado na área de produção de móveis de madeira, marketing, estratégias comerciais, abriu caminho para uma ampla rede de fornecedores e proporcionou viagens para feiras de móveis internacionais. O palestrante conta que ser comunicativo, desinibido e ter um inglês fluente foram características fundamentais para o bom relacionamento com o cliente e sucesso no mercado.
Nessa época, o designer fez uma pós-graduação em gestão de negócios, com o intuito de aprender mais sobre administração de empresas. Apesar de achar que o curso não respondeu às suas expectativas, ele disse que foi importante para se ter uma nova visão sobe o design e para ter contato com pessoas de outras áreas.
Em 2010, ele sai da NOTUS design por não estar satisfeito com o trabalho produzido e recebe um convite para trabalhar como especificador técnico da Eucatex, contato adquirido com sua experiência na Itatiaia. Neste novo trabalho, o designer estabelece contato entre a Eucatex e profissionais como arquitetos e designers; ministra palestras e desenvolve padrões junto à equipe de marketing. Em 2011, começou a fazer mestrado na faculdade de arquitetura da UFMG, desenvolvendo uma pesquisa sobre “Percepção dos acabamentos madeirados de baixa pressão e quais as sensações aplicadas”. É importante lembrar que o tema desta pesquisa foi baseado em uma palestra que teve durante uma viagem que fez para uma feira de móveis.
O designer Frederico Teixeira nos trouxe várias mensagens com esta palestra. Ele nos mostrou que as experiências de trabalho que temos podem não nos dar um retorno imediato, mas em algum momento vão servir como referências que poderão ser usadas em outras atividades. Como é o caso da palestra que teve em uma das viagens que fez para a feira de móveis, enquanto prestava serviços para a Itatiaia. A palestra que falava sobre a sensação que os tipos de madeira causam nas pessoas, se tornou referência para a sua tese de mestrado. Ele fala também para abrirmos outras possibilidades, além do que simplesmente a faculdade nos ensina, pois o mesmo aumentou sua lista de contatos a partir de experiências que nem sempre estavam ligadas diretamente ao projeto de produtos. Além disso, ele nos mostra a importância de se qualificar em outras áreas como inglês, música, pois estas muitas vezes nos trazem oportunidades ligadas a nossa área de atuação, mesmo sem sabermos. Por último, ele destaca a importância da divulgação do nosso trabalho, participando de mostras e concursos.
Fernanda Braga Ventura - 8º DG - NOITE
O palestra incentivou a reflexão a respeito do nosso futuro profissional. Através da exposição de sua cambiante trajetória profissional, o palestrante mostrou como nós devemos questionar sempre nosso presente profissional e não abrir mão da busca por um estilo de vida que nos faça feliz.
Destaque para as dicas do palestrante que incluiram manter a mente aberta a novas experiências profissionais, divulgar trabalhos, ter uma boa relação com clientes,professores e colegas, saber manter uma conversa como forma de fazer contatos e descobrir coisas novas, atualizar conhecimentos (lingüísticos, técnicos, poéticos...) e principalmente, realizar bons trabalhos.
Isabel Campos Caldeira Brant 8°DG - Noite
Design, mercado, mestrado e oportunidades... Esse foi o tema da palestra ministrada pelo designer Frederico Teixeira para os alunos do 8º período do curso de design gráfico da UEMG.
Além de falar sobre a sua trajetória e experiência profissional, desde a sua formação em design de produto no ano de 2006, Frederico ainda esclareceu as dúvidas dos alunos pontuando ações importantes que podem fazer do profissional um diferencial no mercado.
Muito se falou sobre as inquietações e perspectivas das pessoas, especialmente nos seus últimos períodos do curso superior. O que fazer? Onde atuar? Estes são alguns dos inúmeros questionamentos que poderão surgir na mente de muitos e talvez eles estejam presentes por um longo período ou, em alguns casos, por toda a vida.
Portanto, independente do que se escolha como trajetória de vida o importante é aproveitar as oportunidades, lembrando que elas são únicas. Mesmo que pareça não serem tão interessantes no momento, elas poderão ser utilizadas de forma surpreendente no futuro.
Assim, como aconselha o palestrante Frederico Teixeira: não se prenda apenas ao que a universidade te ensinou ou tentou te ensinar, qualifique-se, desenvolva projetos de qualidade, mantenha um bom relacionamento com os clientes e com as pessoas ao seu redor e não se esqueça, o importante é se sentir feliz e realizado por meio daquilo que se propuser a fazer.
Josiane Vertelo - 8º - DG - Manhã
Com o tema “Design, Mercado, Mestrado, Oportunidades” o ex-aluno de design de produto (UEMG), Frederico Mendes Teixeira, ministrou um pouco da sua vida e o desafiante período entre a graduação e a vida profissional.
Como um dos fundadores da Notus Design, o designer, obteve destaque no mercado e alcançou uma situação impar para sua vida profissional. Com experiências fantásticas e clientes renomados, entre eles Itatiaia e posteriormente Alcatex, apresentou alguns questionamentos, oportunidades e conselhos de relevante importante nesse momento de transição. Como, por exemplo, trabalhar com clientes que te impulsione, adquirir conhecimento de produção, marketing e trabalho comercial, entender estratégias empresariais, conhecer os fornecedores do seu cliente, ter a possibilidade de viajar (até mesmo com as despesas totalmente pagas pela empresa), ter noção de gestão de negócio, manter contato com profissionais de outras áreas, buscar sempre novas pespectivas, rumos, visões sobre o design e aperfeiçoar o conhecimento na área. Enfatizou a importância de dominar o inglês e através dele obter sucesso profissinal.
Outras pontos de destaque para um bom relacionamento entre empresa e cliente, no caso da Notus e a Itatiaia, foi o lado criativo do escritório, a habilidade de manter uma boa conversa e ter uma postura curiosa e profissional.
Já na Alcatex, como especificador técnico, outros valores foram agregados como ser mais que designer, exercer funções além das suas, estabelecer relação entre a empresa, indústria, arquitetos, maceneiros e outros.
Porém é bom equilibrar o trabalho com a qualidade de vida, tendo algum tempo livre para fazer o que gosta e não se stressar com o serviço.
Assim, Frederico resolve dar um novo rumo a vida e segue para o mestrado com um tema que surgiu em uma viagem em Milão: a relação da madeira com o nosso psicológico, o móvel como ligação emocional, a escolha da madeira é importante na interferência do ambiente.
Por fim, ele deixa uma mensagem de não nos prendermos somente ao que a universidade nos ensina, mas irmos além.
Andréia Regina de Mello Silva 8°DG – Manhã
O designer Frederico Mendes Teixeira fez uma retrospectiva na própria carreira, desde o momento em que se formou na graduação em Design de Produto, pela UEMG.
Nesse momento final de graduação, onde nos situamos atualmente, Frederico expôs algumas de suas vontades e expectativas.
O fato de ter tido várias áreas de interesse e muito diversas, reforça a necessidade de compartilhamento dessa experiência conosco.
Abrir a própria empresa, fazer um mestrado, estudar em outro país, e integrar uma equipe interessante eram alguns de seus planos.
Tomado pela expectativa de quem acaba de se formar, Frederico resolveu fundar a Notus, junto a mais dois sócios, que julgava serem complementares à ele profissionalmente.
Na Notus, desempenhou um trabalho extenso de atendimento ao cliente, e estabeleceu relações futuramente lucrativas com eles.
A Notus conquistou a admiração de grandes clientes, sendo o mais significativo a Itatiaia, de mobiliário para casa.
Pela mesma Itatiaia, e ainda devido ao bom trabalho desenvolvido, Frederico foi à feiras de design pelo mundo, conheceu outros bons fornecedores e estabeleceu bons contatos.
Para Frederico a Notus durou até onde ele conseguia. Com tanto trabalho, pouco tempo livre, e uma nova fase de mobiliário assinado e exposição em revistas do meio, o designer decidiu que era hora de seguir por outros caminhos.
Assumindo uma posição que nunca pensou poder assumir como designer, Frederico se tornou especificador técnico da Alcatex, uma empresa de desenvolvimento de revestimentos em madeira.
Em poucas palavras, o especificador técnico precisa informar a quem for comprar o produto da importância dos atributos técnicos e tecnológicos. Precisa conhecer profundamente o produto, e saber conversar com todos os tipos de pessoa.
Frederico se beneficiou do seu "perfil". Sua graduação é apenas uma parte do que ele é. Na hora de decidir qual o rumo da carreira, coisas como ser fluente em inglês, ou saber defender uma idéia, mostrar interesse em certos assuntos, influenciou tanto quanto ser formado em Design de Produto.
O designer apresentou uma conclusão definitiva.
Nenhum aprendizado é inútil, e o aprendizado em diversas áreas é o mais rico.
Precisamos equilibrar(ou sempre estar atrás de equilibrar) o que queremos fazer e o que precisamos fazer.
Prezar por qualidade de vida.
Lucas Diniz Carvalho 8º D.G. - Manhã
Na palestra do designer Frederico Teixeira destaco dois pontos que considero importantes: ser empreendedor, ou ser empregado; e a empregabilidade (embora ele não tenha usado este termo na palestra).
Creio ser uma questão para quase todos os estudantes que estão próximos de se formar definir qual rumo seguir: ser empregado (de um escritório, empresa, etc.) e ter uma suposta segurança quanto a salário, benefícios e outros; ou ser um empreendedor e prestar serviços, abrir uma empresa, escritório, etc.? Frederico descreve uma trajetória que parece ser contrário ao senso comum de quem está prestes a entrar no mercado de trabalho, ele começou como empresário, deixou a empresa e virou empregado de outra empresa. Sua trajetória nos revela que, em dadas circunstâncias e oportunidades, nem sempre há maiores vantagens em se ter um negócio próprio. É um exemplo útil que nos leva a ponderar sobre o que nos espera no futuro profissional, se tivermos abertura para tal.
O segundo ponto, a que chamei de “empregabilidade”, merece uma breve explicação: empregabilidade são características e qualidades profissionais e pessoais que fazem um profissional desejável para o mercado de trabalho. Na palestra, Frederico nos conta que a oportunidade que o fez se tornar um empregado surgiu devido a alguns fatores, além da qualificação e experiência profissional, como dominar uma segunda língua, ter feito viagens para fora do país, e ter curiosidade e conhecimentos diversos do atual campo de trabalho. É um exemplo claro de empregabilidade. É um aspecto importante para a carreira profissional, não só dos designers, com que devemos nos preocupar.
Das histórias e ideias contadas pelo designer Frederico Mendes, durante sua palestra na Escola de design, destaco três que me chamaram a atenção.
A primeira, foi o constante conflito do palestrante, ainda estudante, diante do leque de incontáveis possibilidades aberto na iminência de sua graduação. Esse, muito provavelmente, é um problema comum à grande maioria de estudantes perto do fim do curso, principalmente se considerarmos os tantos campos de atuação em que um designer pode trabalhar hoje em dia. Ainda nesse pensamento, Frederico deu um conselho importante: avalie suas aptidões, escolha a que melhor lhe cabe e seja o melhor na que escolher. Não é difícil encontrar um designer que procure atuar em muitas, se não todas as áreas do design. O resultado, é uma gama de profissionais de qualidade e experiência insuficientes, se comparados àqueles que se dedicaram inteiramente ao que acreditavam ser o seu "forte".
A segunda, foi quase um paradoxo da anterior. Devemos nos concentrar em nossas aptidões, mas não podemos nos limitar a elas. Como designers e comunicadores, é preciso que estejamos munidos de todo tipo de informação e habilidade que estiverem ao alcance. Ou seja, a mais forte das aptidões em um profissional limitado acaba por se tornar apenas mais um talento, quando um profissional curioso e de múltiplos interesses, com um pequeno talento pode se destacar no mercado de trabalho. Além de despertar outras habilidades, se dedicar a atividades além do design pode significar extensão de conhecimento, networking e principalmente qualidade de vida, sendo a última destacada como ponto de reflexão de Frederico para uma mudança nos seus objetivos. A trajetória profissional do palestrante (Notus - Itatiaia - Eucatex) mostra que essa ideia é válida e pode mesmo ser o caminho para uma carreira bem sucedida
Por fim, destaco a frase "nós designers temos um problema: amamos o que fazemos e não sabemos cobrar". O fato é que ao invés de transformar o gosto pelo que fazem em vantagem seus orçamentos, muitos designers fazem daquele, justificativa para preços inacreditavelmente baixos. A situação é real, e agravada pela falta de duas coisas imprescindíveis: o conhecimento das pessoas em geral e a regulamentação da profissão. Frederico foi enfático ao dizer que não acha bonito trabalhar até de noite e que essa escolha é inteiramente do profissional. Qualificado, tanto pela academia quanto pela experiência de vida, extrapolando o que aprendeu na faculdade, Frederico mostrou que é possível trabalhar com o que se gosta, ganhar bem, ser reconhecido e, é claro, feliz!
8º DG manhã
Na palestra Design, mercado, mestrado e oportunidades... ministrada, aos alunos do 8º período da UEMG, o designer de produto Frederico Teixeira fala sobre suas experiências profissionais vividas, a partir de sua formação; sobre o drama que muitos de nós, alunos, vivemos nos últimos períodos da faculdade; e, mais precisamente, sobre a indecisão relacionada ao caminho que seguiremos, diante de inúmeras possibilidades que se abrem a nossa frente.
Independente do motivo que leve a escolha de cada um de nós, o importante é o comprometimento que cada um tenha ao assumi-las, e com a busca pela sua realização profissional e pessoal. Mesmo que ela te leva a novas motivações e novos caminhos.
Por fim, o que mais chamou a atenção foram às dicas do palestrante: movimente-se, não se prenda ao que a faculdade te ensinou, adquira outros conhecimentos, divulgue-se, aproveite as oportunidades e realize bons trabalhos.
Diego de Assis L Barbosa 8º DG Manhã
A palestra que tivemos com o designer Frederico Teixeira me chamou muito a atenção, pois ele fez reflexões e mostrou como é difícil quando estamos formando saber o queremos fazer exatamente depois dessa fase: uma pós-graduação, abrir uma empresa, viajar de intercâmbio, entre outras.
Ele discorreu sobre o que aconteceu em sua vida, desde formando até os dias de hoje, que está trabalhando em uma empresa e fazendo um mestrado. Mas para nos aconselhar sobre essas questões, falou sobre as oportunidades de mercado, e que nós sempre devemos estar abertos a oportunidades, mas tendo em vista o que irá nos acrescentar alguma coisa, não só profissionalmente, ele diz para fazermos outras atividades também como dança, musica, aula de outras línguas, cursos, etc. As experiências que vamos adquirindo agora, parecem não ter importância, mas em algum momento elas vão servir como referência e poderão ser usadas em algum tipo de projeto.
Frederico diz também que um fato que ajudou muito no seu sucesso e no bom relacionamento com os clientes e com o mercado, é ser comunicativo e ter um inglês fluente, sempre fazer contatos, e não se prender somente ao que a faculdade ensinou, sair, procurar coisas novas, desenvolver projetos diferentes, etc.
Bárbara Nogueira Jorge - DG Manhã
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