
Anne Pattrice e Marina Teixeira trabalham na Ragga (núcleo de conteúdo jovem dos Diários Associados) e relataram seu dia a dia dentro de uma redação e seu relacionamento com os outros profissionais envolvidos no processo de geração de conteúdo: jornalistas, fotógrafos, ilustradores e departamento comercial.
As designers ainda apresentaram os projetos gráficos da Revista Ragga e do caderno Ragga Drops, reformulados recentemente.
Palestrantes
Anne Pattrice formou-se em Design Gráfico pela UEMG, em 2008.Trabalhou com produção gráfica e, desde 2009, é responsável pelo design da Revista Ragga, publicação mensal de esporte, cultura e comportamento jovem.
annepattrice.mg@diariosassociados.com.br
annenaweb@gmail.com
@annepattrice
Marina Teixeira formou-se em Comunicação Social pela UFMG, em 2007, e em Design Gráfico pela UEMG, em 2008. Trabalha na Ragga há quase três anos como responsável pelo design do caderno Ragga Drops, publicado toda quinta-feira no Jornal Estado de Minas.
marinateixeira.mg@diariosassociados.com.br
amarinateixeira@gmail.com
@amarinateixeira
Bibliografia
Algumas sugestões de livros sobre design editorial que temos e que em algum momento nos ajudaram:
Grid: construção e desconstrução
Timothy Samara, Cosac Naify
Timothy Samara, Cosac Naify
O livro e o designer I: embalagem, navegação, estrutura e especificação
Roger Fawcett-Tang, Ed. Rosari
O livro e o designer II: como criar e produzir livros
Andrew Haslan, Ed. Rosari
Roger Fawcett-Tang, Ed. Rosari
O livro e o designer II: como criar e produzir livros
Andrew Haslan, Ed. Rosari
11 comentários:
A palestra do dia 16 de setembro foi ministrada pelas designers da revista Ragga: Anne Pattrice e Marina Teixeira. A revista, que comemorou recentemente 5 anos, é considerada atualmente o maior núcleo de conteúdo jovem de Minas Gerais. Esportes radicais, cinema, festas, gastronomia e música são alguns dos conteúdos alternativos do veículo. Diante do sucesso, a revista conquistou uma parceria com o jornal Estado de Minas, e lança, toda semana, o Ragga Drops, com circulação estadual, voltado para um público mais adolescente, com textos leves, curtos e descontraídos, além de uma linguagem visual atraente.
O foco principal da palestra foi a relação de trabalho do design gráfico com diferentes áreas dentro do projeto editorial. As palestrantres descrevem o contato com jornalistas, fotografos, ilustradores e finalmente, o setor comercial. Anne afirmou a importância de se estabelecer uma boa parceria com esses setores. Deixou clara a importância do trabalho em equipe para o crescimento do potencial dos serviços prestados, resultando um projeto mais completo.
As experiências profissionais de Anne e Marina, trabalhando na Ragga, contribuiram para o enriquecimento da palestra. Algumas dicas foram apresentadas, relacionando a relação de cada profissional envolvido, para a criação da revista, com o designer grafico.
Inicialmente foi enfatizada a relação com o profissional do jornalismo. Deve ser mantida uma parceria desde o começo, já na definição e distribuição das pautas. O designer deve informar ao jornalista o tamanho da area destinada ao texto. A relação deve ser flexivel, onde o designer pode abrir mão de determinado layout para encaixar o texto e vice-versa. Uma outra dica foi a necessidade de se ter hoje em dia, textos menores e que chamem a atenção do leitor, já que o mundo é rodeado de informações, o texto deve ser bastante atrativo para prender a atenção do leitor. É nesse palco que se destaca a importância da escolha de uma boa imagem, que complemente e acrescente conteudo ao texto.
Segundo Anne, são os jornalistas que ficam responsáveis, dentro da agência, de escolherem os fotografos. Estes devem, de preferência, comparecer a reunião de pauta. Além disso, para evitar constrangimentos, o fotografo deve estar ciente de alguma possível alteração na foto.
Durante a palestra foi enfatizada a necessidade de pesquisar muito bem as imagens, para que a imagem escolhida retrate corretamente o assunto abordado no texto. Elas citaram o exemplo de fotografias relacionadas aos esportes radicais, onde consultam profissionais da area para não correr o risco de escolherem fotos sem representatividade.
As ilustrações são usadas em casos onde não se possui imagens exclusivas ou com resolução suficiente. Os ilustradores são selecionados e pautados pelo designer. Uma dica importante das palestrantes é a preocupação que elas tem de escolher ilustradores que apresentem estilos e traços únicos, que tragam um diferencial para a matéria.
O setor comercial é responsavel pela seleção dos anunciantes, bem como a cobrança e recebimento. Uma dica da Anne foi justamente a conferência desses anúncios para que o anunciante não saia nunca prejudicado na relação e a revista mantenha sua qualidade e credibilidade.
A palestrante Anne confirmou a necessidade de se colocar, da melhor maneira possivel, com relação aos prazos de entrega, tanto dos jornalistas, quanto dos fotografos, anunciantes, etc. Essa cobrança se faz necessaria, segundo ela, para que o designer gráfico não fique sobrecarregado no final do cronograma, já que a produção grafica é a última etapa a ser realizada no projeto da revista.
Faço questão de comentar essa palestra que foi uma experiência incrível para mim, que sou apaixonada por esse segmento do design. Considero o projeto editorial um excelênte meio de comunicação, acredito no seu poder de tranformar, credibilizar, informar e influenciar pessoas. Adorei a oportunidade de estar próxima de pessoas que fazem acontecer e que são inspiração para o meu futuro, no mercado editorial.
Deborah Pereira Alves
8º DG | Manhã
Conheço a Ragga desde suas primeiras publicações e é impressionante ver como ela evoluiu. Não apenas a revista em seu conceito e projeto gráfico, como toda a agência.
A revista de hoje não foca em esportes radicais como antes, mas em cultura e comportamento e, por conseqüência, acaba por abranger música, esportes, entretenimento, gastronomia, etc.
A Ragga atual não apenas fala de cultura, como também a produz, por meio de shows, eventos esportivos, exposições, entre outros.
A respeito do novo projeto gráfico apresentado por Anne, podemos observar que ela lutou para reduzir a quantidade de texto em cada matéria, tornando o layout mais limpo e por isso, mais agradável para leitura. Ainda percebemos algumas destoantes, que não chegam a quebrar a identidade da revista, apenas mantém um resquício do que a Ragga foi um dia.
É notável também, que a mesma linha de melhorias foi adotada para a Ragga Drops, caderno publicado semanalmente no jornal Estado de Minas. As primeiras publicações possuíam muitas cores e formas destoantes, que foram atenuadas até a conquista de publições mais sóbrias, sem a perda da jovialidade.
Parabéns para Anne e Marina que deram sua contribuição para o imenso trabalho de reposicionamento da Ragga.
Helena Sabrina Smania
8º DG | noite
A elaboração de uma revista é antes de tudo um processo de comunicação, que envolve o saber influenciar sem se esquecer que o ponto de partida se baseia em uma intenção prévia a ser cumprida. Nessa árdua tarefa de conjugar conceitos e comportamentos construídos e balizados em associações de ideias e dados culturais, a Ragga demonstra por intermédio de seu projeto editorial que especialistas em comunicação são aqueles capazes de interpretar, interagir e refletir o contexto ao qual foram chamados a atuar, propiciando assim, soluções objetivas e coerentes às necessidades do público a quem falam. Focada neste princípio de proximidade com a realidade e no compromisso de levar informações pertinentes ao seu público, a Ragga aposta em uma linguagem contemporânea para falar com os jovens, de maneira clara e de certo modo inovadora para os padrões atuais do mercado editorial mineiro. Atitude esta que vem dando muito certo! O resultado se evidencia com a continuidade das publicações, a aceitação e empatia de seus leitores que corroboram para o sucesso da revista. Parabéns aos idealizadores e aqueles que acreditam em propostas sólidas e de qualidade, o mercado editorial de revistas em Minas saúda, com louvor, boas atitudes!
Ivone Gomes
8º Período do Curso de Design Gráfico
A palestra apresentada pelas designers da revista Ragga foi enriquecedora, não apenas em termos dos princípios do design editorial, mas também a respeito do funcionamento da equipe de um veículo de comunicação que, a meu ver, foi o aspecto mais importante da palestra. Ter, em sala, profissionais envolvidos diretamente com um projeto como a Ragga, dividindo experiências reais, foi fundamental para termos uma visão de como uma revista acontece.
As designers da revista Ragga trouxeram insights interessantes sobre as relações de trabalho entre designers e outros profissionais envolvidos em veículos de comunicação. A partir da palestra, foi possível entender que a divisão de tarefas (em qualquer projeto multidisciplinar, na verdade) é indispensável para o bom funcionamento de uma equipe, bem como a estreita colaboração entre seus membros. Jornalistas, editores, fotógrafos, designers, todos precisam estar em sintonia para que o trabalho flua de maneira tranqüila e os prazos possam ser cumpridos. O designer, tecnicamente, está na etapa final de desenvolvimento de uma edição, porém precisa estar sempre em contato com os outros profissionais e atento aos prazos dos mesmos (deadlines), de forma a não ficar sobrecarregado. No caso da Ragga, as tarefas do designer estendem-se além das páginas da publicação. Ele se envolve em todos os projetos que têm relação com a revista, como os eventos que ela promove.
A revista Ragga faz parte dos Diários Associados e, a partir do momento da filiação, passou a publicar conteúdo em um caderno no Estado de Minas, o Ragga Drops, voltado a um público ainda mais jovem que o da revista, o público adolescente. A revista trata de assuntos diversos, de interesse do público jovem e passou por duas reformulações de projeto gráfico até chegar ao formato que apresenta hoje.
Adélia Braga
8º DG | Mãnhã
No último dia 15, as designers Anne Pattrice e Marina Teixeira, da Ragga – agência de comunicação visual e divulgação de eventos – estiveram na Escola de Design da UEMG palestrando sobre as relações de trabalho entre designers e outros profissionais de áreas afins.
Anne é responsável pelo design da Revista Ragga, de edição mensal e distribuição gratuita, que trata de comportamento e é direcionada ao público jovem adulto.
Já Marina é a encarregada da Ragga Drops que é semanal e tem sua veiculação atrelada ao jornal Estado de Minas.
Mesmo com suas funções bem definidas, ficou claro durante a palestra que as duas colaboram uma com a outra e que essa colaboração se faz necessário não só entre elas como entre todos os profissionais envolvidos como, fotógrafos, repórteres, jornalistas, incluindo gerência e departamentos comercial e de marketing.
A cada nova edição segue-se um ritual para tomada de decisões. Há a reunião de pauta que é liderada pelo editor na qual, todos dão suas sugestões. Para dinamizar e racionalizar o trabalho, as seções fixas da revista são as primeiras a serem colocadas no espelho, uma espécie de rascunho da revista, com as marcações das páginas, seções, propagandas e outras matérias que irão compor o exemplar. Passa-se então, a distribuição das pautas, montagem do espelho e apuração das matérias. Nessa fase o designer ajuda dando sugestões de personagens para entrevistas.
O jornalista é quem entra em contato com as fontes dos assuntos que serão abordados e adéqua seu texto ao número de caracteres de acordo com o espaço disponível na publicação, tendo em vista que o número de páginas total não se altera. É ele também que seleciona o conteúdo dos olhos e legendas exigidos pelo designer. Jornalista e fotógrafo trabalham juntos cabendo ao primeiro a cobrança das fotos.
O fotógrafo deve se preocupar em obter fotos exclusivas com boa resolução e já ter em mente onde sua foto deverá entrar se em página dupla ou não, se na vertical ou horizontal. Quanto mais cuidadoso ele for nesses detalhes, mais fácil se torna o trabalho do designer diminuindo atritos entre os dois causados por problemas surgidos na hora da aplicação na revista, como é o caso das matérias de páginas duplas em que as fotos são engolidas na área central pela lombada. Para isso, é importante que ele esteja ciente do projeto gráfico para ajustar seu enquadramento afim de não interferirem nas marcas e chamadas do produto.
No entanto, o designer deve respeitar o trabalho do fotógrafo, alterando o mínimo possível os enquadramentos, somente quando extremamente necessário.
O setor comercial encarrega-se de entrar em contato com clientes e repassar para o designer os formatos dos anúncios, tamanhos e posicionamentos nas revistas comprados pelo anunciante. Ao receber esses anúncios, o designer confere suas resoluções, sangrias e cores. Esses elementos interferem na forma como as matérias e os anúncios entrarão em contato na página para que um não venha competir com o outro.
Todos precisam estar afinados para que a deadline não atrase. Essa é a questão mais delicada, porque nem sempre um profissional depende somente do seu trabalho para fechar sua parte. O designer como integrante da parte final do processo, vai sofrer a pressão para que tudo saia dentro do prazo certo.
Nesse ponto, ambas, pela familiaridade com o processo, já conseguem dominar a ansiedade e distribuir melhor as responsabilidades, não deixando que atrasos de outros setores venham sobrecarregá-las no final. Elas ressaltam que o designer precisa se posicionar tendo voz ativa dentro da empresa para que as etapas não sejam atropeladas provocando um acúmulo de trabalho próximo à data de publicação das revistas.
O mais importante é admitir que o designer não pode ou deve resolver tudo sozinho. Saber trabalhar de forma cooperativa é fundamental nessa, ou em qualquer outra profissão.
Cristina de Oliveira Gomes Barbosa
8° Período – Design Gráfico - UEMG
A palestra das designers da Agência Ragga foi muito interessante por ampliar nossa visão sobre o processo editorial dentro de uma revista e também nossa visão sobre a própria Ragga, visto que foram apresentadas as diversas frentes de atuação da empresa não só enquanto revista, mas também enquanto agência e prestadora de serviços.
Um dos principais pontos ressaltados com a palestra foi a respeito da relação dos designers com os outros profissionais da área de comunicação dentro desse universo. As palestrantes nos passaram muitas dicas sobre como lidar com diferentes profissionais. E mais importante ainda, foi passado como o designer pode ser propulsor de mudanças nas atitudes e também no fluxo de serviço. Afinal, ele está no fim do processo e deve tentar articulá-lo melhor para que as demandas de criação fiquem mais equilibradas ao longo do mês. Isso tudo com organização, capacidade de negociação e troca de idéias em reuniões de pauta para criação.
Outro aspecto importante apresentado foi o amadurecimento da linha editorial e do próprio caráter da revista que foi impulsionado pelo novo projeto editorial. A Ragga passou a ser uma revista de comportamento e cultura, além de revista de esportes, o que restringia seu público. Enfim, foi mostrado mais uma vez o designer com papel decisivo dentro do processo comunicacional.
As palestrantes Anne Pattrice e Marina Teixeira são as designers responsáveis pela editoração da revista Ragga e pelo caderno Ragga Drops do jornal Estado de Minas. Na palestra elas falaram sobre a vivência do designer dentro de todo o processo de elaboração da revista e o seu contato com as outras áreas como o jornalismo, a fotografia, a ilustração e o departamento comercial. Foi interessante perceber como o designer pode participar de todo o processo de modo a aprimorar e otimizar o seu trabalho.
As duas designers relataram sobre o processo de elaboração do projeto gráfico da revista, onde o designer precisa ter um papel de “catequizar” toda a equipe para que as pessoas entendam questões como a importância dos espaços em branco nas páginas - mesmo que isso signifique diminuir um pouco o volume de texto. Mas além de definir todo o projeto gráfico da revista, o designer precisa trabalhar em conjunto com as outras áreas para que seu trabalho funcione de forma adequada.
Na primeira fase de uma nova edição, começa o trabalho com os jornalistas. As designers contam que na revista elas também tem a liberdade de sugerir pautas para as reportagens, e desde o início há um contato com o jornalista para definir o tamanho do texto. Muitas vezes os jornalistas querem mais caracteres, mas nem sempre isso é possível, então é preciso combinar antes para que não haja problemas futuros com a diagramação. Mas essa relação pode ser flexível, o importante é considerar as características da matéria a ser escrita.
Deve-se ter bastante cuidado com o contato com os fotógrafos. Elas deram bastante exemplos de instruções para que o trabalho de ambos funcione bem, como alertar para o fato de que a revista tem uma divisão no meio (pro caso de fotos em página dupla) e o fotógrafo poder tirar sua foto com isso em mente.
As designers também procuram os ilustradores e dão suas dicas de acordo com o que procuram para a matéria. Elas tomam o cuidado de enviar mais do que somente o título para que quem for ilustrar entenda mais sobre o assunto. Um outro fato que foi citado é que elas dão preferências para ilustradores que possuem um estilo que possa ser identificado, para que exista uma unidade entre as ilustrações da revista.
Ainda existe o departamento comercial, responsável pelos anunciantes. É importante para o trabalho do designer saber onde estarão as inserções publicitárias (a dica é já deixá-las marcadas no espelho da revista) e ter o cuidado de trabalhar uma matéria que vem junto a um anúncio de forma que um não ofusque o outro.
Com todas as dicas e experiências relatadas pelas palestrantes, é possível perceber como é importante para o designer ter um trabalho integrado e em sintonia com as outras áreas. Ainda mais no trabalho editorial, onde a fase de diagramação e produção é a última, e se todo o processo não andar bem, o trabalho do designer pode acumular e atrasar. Para isso é importante a capacidade do designer de conseguir acompanhar todas as fases do serviço que estarão relacionadas ao seu trabalho no final da edição.
Giovana Marques 8º DG Manhã
A palestra de 16 de setembro foi ministrada por Anne Pattrice e por Marina Teixeira. Ambas as convidadas formaram-se em Design Gráfico na UEMG, em 2008, e trabalham atualmente na revista Ragga, que faz parte dos Diários Associados. A Anne cuida do design da revista de circulação mensal, e a Marina cuida do design do caderno semanal Ragga Drops do jornal Estado de Minas.
O tema da palestra foi o trabalho do designer gráfico na Ragga, com ênfase na relação de trabalho dos designers com os outros profissionais para a produção editorial da revista e do caderno do jornal. Essa ênfase foi o ponto alto da palestra. As palestrantes deixaram bem claro que o papel de todos é de suma importância, e que o trabalho em equipe é vital para se obter um produto final de qualidade, e dentro do prazo rígido que têm para entregar o arquivo final da revista para o parque gráfico dos Diários Associados. Relataram como é o dia-a-dia da redação da Ragga, a relação com editores, jornalistas, fotógrafos, ilustradores, e com o setor comercial.
Os maiores problemas relatados por elas nos seus trabalhos como designers na Ragga são a adequação do tamanho dos textos produzidos pelos jornalistas e colaboradores ao projeto gráfico da publicação, e a data limite para entrega do arquivo finalizado à gráfica. Esse tamanho quase nunca é rígido, e normalmente tem que ser negociado entre a designer e o jornalista que produziu o texto, a fim de encaixá-lo no grid da página. Já a ‘deadline’ não tem flexibilidade porque o parque gráfico trabalha com um cronograma fixo e bem definido para maximizar a produção, ficando o mínimo de tempo possível com o maquinário parado. E como o designer faz a finalização do editorial, um atraso de outro profissional na produção do conteúdo reflete na quantidade de horas de sono do designer na noite anterior à ‘deadline’. Elas relataram que no começo de suas carreiras na Ragga, tiveram que trabalhar até muito além do horário normal para conseguir atender ao prazo e para que não recaia sobre elas a culpa por um eventual descumprimento dessa data limite. Elas nos ensinaram a técnica que utilizam atualmente para que não tenham dificuldades na véspera da data final. Elas foram se impondo aos poucos, monitorando os profissionais, observando se conseguirão finalizar seus conteúdos dentro do cronograma definido na reunião de pauta. Se algum deles está atrasado, elas o procuram e tentam alertá-lo da forma mais discreta e educada possível, e até tentam ajudar, se for possível.
A Anne e a Marina nos mostraram que o setor comercial tem grande importância, principalmente pelo fato de que o faturamento da revista tem como única fonte a venda de espaços para publicidade, Então o setor comercial pode chegar na última hora com um anúncio de uma grande empresa, que será atendido, mesmo que seja necessário “derrubar” uma matéria para que o anúncio caiba na revista.
Quanto ao projeto gráfico da revista e do Ragga Drops, foi-nos mostrada toda a história de ambos os produtos, com detalhes sobre a evolução do design, enfatizando o grid e as famílias tipográficas utilizadas. A revista tinha projeto gráfico bem caótico até 2007, quando foi reformulado. O grid da revista atualmente tem número de colunas flexível, com alguns itens padronizados para conferir unidade e coerência em todas as edições. Já o suplemento Ragga Drops tem grid bem mais rígido por 2 motivos: o formato de jornal, e a circulação semanal.
A Marina relatou também as diferenças do jornal para a revista na produção gráfica. Ela aprendeu o que deve fazer na editoração do suplemento para minimizar os problemas de erro de registro e os outros problemas que não ocorrem na impressão de revistas.
A palestra teve conteúdo muito valioso para todos os alunos, com grande aproveitamento mesmo em outros campos de atuação, pois o designer sempre precisa se relacionar bem com outros profissionais para gerar um produto final de qualidade e de grande valor.
Luiz Daniel – 8º DG Noite
A palestra sobre a Agência Ragga, ministrada pelas designers Anne Pattrice e Marina Teixeira, além de mostrar a relação do designer com os demais profissionais que compõem o maior provedor de conteúdo jovem do Estado, nos mostrou como o designer é uma peça fundamental em todo o processo. Como elas mesmas falaram, sempre sobra para o designer ser o último no processo de produção, e justamente por isso, ele precisa estar integrado a todo o processo, como um gerenciador. Para isso, é preciso conhecer todas as etapas, fazendo com que ações possam ser previstas, atrasos sejam amenizados e diminuam tarefas que sejam desnecessárias ou precisem ser retrabalhadas, facilitando bastante o trabalho do designer no final. Essa capacidade de gerenciamento do designer é uma questão que vem sendo falada não só em todos os seminários que assistimos nesta disciplina, mas também em palestras, feiras e também nas salas de aula por nossos professores.
Outra questão abordada é sobre a valorização de nosso trabalho. Poder trabalhar em uma empresa que respeita suas propostas e ainda lhe dá liberdade de criação quase sem limites é o sonho de qualquer designer. A Marina e a Anne mostraram que hoje elas conquistaram esse patamar, porém, foi preciso saber se impor para que o trabalho fosse reconhecido e valorizado perante os outros profissionais da agência. Isso é reforçado pela evolução que a revista e o caderno sofreram que, graças ao projeto gráfico cada vez melhor, possibilitaram uma aproximação muito maior com o público e um amadurecimento da própria proposta do produto. Isso resultou também no crescimento da própria agência, que expandiu para outras áreas como site e eventos, explorando cada vez mais a capacidade das designers Anne e Marina de comunicar tão bem com o seu público jovem.
Bruno Lopes
8º DG/Noite
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