
“Tipografia ontem, hoje e sempre”
Frente à obsolescência da técnica é cada vez maior o número de projetos que resgatam as propriedades da impressão tipográfica, reprocessando sua linguagem. A palestra pretende apresentar esse novo cenário e mostrar a experiência desenvolvida nas oficinas da Tipografia Matias.
Palestrantes:
Rafael Neder, é designer gráfico, professor na Universidade FUMEC, e designer de tipos autodidata. Tem fontes publicadas nas empresas T26, MyFonts e em sua fundição pessoal.
Flávio Vignolli, é designer gráfico, professor na Universidade FUMEC, junto à Laura Bastos desenvolve o projeto Escrituras TIPOgráficas, que consiste na concepção, montagem e confecção de livros artesanais em edições numeradas.
Contato: rafael@rafaelneder.com.br
flaviov@fumec.com
Indicação bibliográfica:
BRINGHURST, Robert. Elementos do estilo tipográfico: versão 3.0. Cosac Naify, 2005.
JURY, David. Letterpress: New Applications for Traditional Skills. Rockport Publishers, 2006.
LUPTON, Elen. Pensar com Tipos. Cosac Naify, 2006.
MEGGS, Philip B. História do Design Gráfico. Cosac Naify, 2009.
7 comentários:
Há pessoas que questionam o porque nos tempos de hoje ainda utilizam a tipografia. Eu já questiono o contrário:porque não se usa mais a tipografia? acredito que pela facilidade que as maquinas atuais oferecem em questões de produção, demanda e tempo. Também pela acessibilidade ao material. Mas sem dúvida a tipografia deixa o trabalho muito mais rico, muito menos impessoal e resgata certo romantismo. O prof. Rafael Neder nos mostrou ainda projetos experimentais com a tipografia - que pode nos oferecer um resultado mais fechado se formos comparar com os programas gráficos, mas em questão de processo de produção, criação, o pensar espelhado, a diagramação das peças e a mistura de tintas, os projetos em tipografia são basicamentes obras plásticas.
Léo Gonçalves, editor e poeta, me disse certa vez que estava lançando um livro de poesias e optara pela técnica da tipografia. Em decorrência desta palestra o procurei e ele me disse:
"Em meu livro: "Das Infinidades" carrego uma proposta minimalista, com textos curtos. Optei pelo uso da técnica justamente porque queria passar o conceito de riqueza nos detalhes e delicadeza. A tipografia pode nos oferecer isto pois possuí um apelo plástico e uma impressão estética especial e tátil (pela forma como é produzido) e dá ao livro uma segunda experiência
sensorial que gera maior aproximação do leitor e deixa meu trabalho menos impessoal."
Por estas questões, acredito que a tipografia não poderá jamais ser substituída pelos programas gráficos, pois ela carrega consigo uma plasticidade muito especial e conceitos muito fortes. Enquanto houverem pessoas capazes de valorizar e adotar a delicadeza, a tipografia continuará existindo.
A tipografia é o material básico em qualquer página impressa. Costuma-se ser irresistivemente apelativo, pode ser também as vezes imperativo para a diagramação de uma página.
Com nova tecnologia o computador, permitiu que espalhassem novas fontes e até as antigas pelo mundo, os designers tipograficos foi perdendo terreno para o diretores de arte que passou a criar fontes, modificar as fontes antigas pelo computador, para facilitar mais no projeto.
Mas uma das primeiras coisas que devemos saber que a tipologia é como uma moda ela segue as tendencias, uns copiam e continua copiando, é justamente por causa da personalização surge fontes novas a cada dia, devemos estar atento usar fonte mais adequada.
Mas como usar uma fonte adequada e enriquecer um layout?
A maioria dos designers usam somente o computador, esquecem as técnicas antigas e esse seminário nos mostrou que há outras técnicas manuais mais bonitas e interessantes como a do Professor Matias, ele tem uma gráfica especializada em Belo Horizonte e ensina como fazer uma impressão tipográfica nas mais diferentes aplicações, desde convites de casamentos a pôster e livros.
O seminário foi muito interessante o Professor Rafael pode nos mostrou que devemos mais valorizar as técnicas antigas para que possa sempre continuar existindo como a Naiara disse acima.
A escolha tipográfica em um projeto gráfico é um dos fatores que delimita seu sucesso ou fracasso. O olhar do designer deve estar educado para estas situações, é isto se dá a partir de referências e bagagem teórica que ele acumula durante sua experiência acadêmica e profissional. Afinal, quando utilizamos os tipos, devemos considerar sua função primordial, de difusor de informações.
Tanto aspectos técnicos, como serifa, espaçamento, tamanho etc... como também históricos e conceituais. A exposição de um resumo histórico da tipografia durante a palestra do Prof. Rafael Neder acrescentou valiosas informações que nos deixou mais fascinados pelos tipos. E também ressaltou a importância do conhecimento e utilização (se isso for condizente com o projeto) de antigas técnicas tipográficas.
Passando pela linha do tempo, foi possível refletir também como esta se comporta hoje, tanto no aspecto de direitos autorais e difusão online, quanto a passagem “papel-tela”.
A escolha tipográfica em um projeto gráfico é um dos fatores que delimita seu sucesso ou fracasso. O olhar do designer deve estar educado para estas situações, é isto se dá a partir de referências e bagagem teórica que ele acumula durante sua experiência acadêmica e profissional. Afinal, quando utilizamos os tipos, devemos considerar sua função primordial, de difusor de informações.
Tanto aspectos técnicos, como serifa, espaçamento, tamanho etc... como também históricos e conceituais. A exposição de um resumo histórico da tipografia durante a palestra do Prof. Rafael Neder acrescentou valiosas informações que nos deixou mais fascinados pelos tipos. E também ressaltou a importância do conhecimento e utilização (se isso for condizente com o projeto) de antigas técnicas tipográficas.
Passando pela linha do tempo, foi possível refletir também como esta se comporta hoje, tanto no aspecto de direitos autorais e difusão online, quanto a passagem “papel-tela”.
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