quinta-feira, 17 de setembro de 2009

FOOD Design


A palestra “FOOD Design” vem mostrar como um projeto de design integrado pode ser aplicado ao setor de alimentos e suas vertentes (embalagens, utensílios para consumo/preparo, ambientes, comunicação e, é claro, no próprio alimento) buscando novas formas de diferenciação através da exploração das percepções por parte do consumidor.

Palestrantes:
Artur Caron Mottin – Designer de Produto
Pedro Nascimento – Designer de Produto
Contato:
contato@mosdesign.com.br

Indicação bibliográfica:
Slowfood – <www.slowfood.com>
Lavazza – <www.lavazza.com>
Illy – <www.illy.com.br>
Eataly – <www.eataly.it>
Food Design – <www.fooddesign.it>
Food Design Torino – <www.studiooneoff.it/food-design>

7 comentários:

Unknown disse...

Com base nas experiências adquiridas na Itália, através do programa Jovens Mineiros Cidadãos do Mundo, os palestrantes Arthur Caron e Pedro Nascimento falaram sobre o “FOOD Design”, uma vertente da área, com características peculiares que devem ser expostas.
Como bem lembrado por eles, apesar de ainda ser um assunto pouco divulgado, mesmo antes de alguém dar um nome e teorizar sobre isso, essa idéia de o alimento ser ou ter algo a mais, sempre esteve presente na nossa vida, por exemplo: macarrão em forma de letras e números, biscoito com formato de rosto, cigarro e moeda de chocolate, ou até mesmo na maneira como um prato é servido.
Na Itália, o que mais chamou a atenção deles, foi o modo com que essa área ajudou na comercialização do café. Esse produto ganhou características que colaboraram para uma maior diversificação na forma como ele chega ao consumidor, sendo mostradas na palestra, imagens que ilustram isso.
Todas essas questões, e sendo o Brasil um dos maiores produtores de café do mundo, os levou na elaboração, como conclusão de curso, a um projeto de design integrado. Esse trabalho visou, principalmente, uma maior divulgação da imagem desse produto no país, agregando valor, proporcionando uma nova ligação do consumidor, além de estimular os cinco sentidos.

Esse tipo de projeto, onde há a parceria de alunos da Escola de cursos “diferentes”, aumenta a qualidade dos trabalhos e é uma oportunidade de troca de conhecimento, contribuindo para a formação dos mesmos.

Gabriela Oliveira 8DG M

Lucas Oriel disse...

Achei a palestra bem válida, food design é tudo nessa vida! Mas primeiro...:
Um ponto que eu achei bem interessante pra se ressaltar, além obviamente do assunto principal (embora algumas pessoas tenham feito isso no dia da apresentação), é exatamente a prática de design integrado que os meninos passaram quando apresentaram o TFG – a concepção de um projeto que parte dos mesmos valores e chega a resultados pretendidos dentro de cada uma dessas competências, seja gráfico ou produto. Uma coisa bacana foi ver que o direcionamento visual do projeto de embalagem, assim como as pesquisas comportamentais dos meninos acerca do “tomar café” no Brasil comunicam muito bem entre si. Fiquei pensando sobre uma integração que contemple um projeto completo que compreende sua estratégia formal, visual &c, e que tenha etapas bem definidas que respeitem as óbvias diferenças de processo de criação das duas áreas. Todo mundo conhece o Baxter, mas a gente sabe que ele funciona muuuuito melhor no Produto, né? Hehehe...
Agora, sobre o assunto principal da palestra, eu, como não compartilho muito desses ideais alimentares; sem querer ser chato, mas expondo minha opinião sincera, morro de preguiça de Slow Food (nos moldes como ela é apresentada pra gente, ou talvez por não ter tempo de ver mais a respeito mesmo), mas enxergo que as soluções lúdicas (ou que nome tenham) para o design de alimentos e para o setor alimentício só tendem a ser benéficas tanto pra indústria quando são extraídas desse contexto (pois vamos combinar que Slow Food não é uma coisa que chega até muita gente, ainda mais no Brasil, onde no interior, e eu falo de carteirinha, ainda se compra leite do leiteiro e tem pé de umbu no quintal. A meu ver funciona como uma onda cosmopolita a respeito de práticas culturais que ainda existem mas foram jogadas fora das cidades com essa história de globalização e de ninguém ter mais tempo pra nada,o endeusamento do estresse e tal).
No mais, concluo (talvez contraditoriamente, é que pensei num monte de coisa agora) que essa forma de se trabalhar o design tem muito a ver com a criação de uma identidade para produtos, pois sai da forma das embalagens e vai pra forma e (logo, para) o modo de consumo do alimento em si, e obviamente resgata valores que se perdem na avalanche de soluções imediatistas que por vezes o próprio designer propõe, e como tudo na vida, cria uma contradição dentro da contradição, que é o design trabalhando para trazer de volta algo que existia antes dele ou mesmo que não precisava dele pra existir! Afinal, quem nunca brincou com a comida? Rsrsrs...

Bia disse...

A palestra sobre o processo e a metodologia executados durante o projeto de graduação dos sócios da Mós Design foi bastante esclarecedora pra mim, principalmente no sentido da pesquisa de referências e estudos de casos para aplicação no próprio projeto dos garotos. Nós, que estamos passando dessa fase em nosso projeto de graduação, pudemos ver o quanto ela é importante e extensa e é uma pena que muitos de nós – inclusive eu - escolhemos os nossos temas tão em cima da hora, fazendo algo corrido, sem tempo de ter aprofundar na metodologia e no processo. Me veio a cabeça ainda a relação do que eles falaram em relação ao produto que criaram com emotional design. Fiquei me questionando se isso, em relação ao Brasil, possui realmente público. Minha percepção quanto a esse ponto, é a de que aqui, ainda existe a cultura de mostrar o que tem e tento entender o limiar entre essas duas coisas: quando o exibicionismo de produtos passa a ser emotional design, ou se realmente esses dois estão separados, vai saber?

Unknown disse...

A palestra da última aula abordou o tema do Food Design, os designers de produto Arthur Caron e Pedro Nascimento falaram da maneira diferenciada que os alimentos são tratados na Itália. Além disso, eles destacaram a importância de projetos integrados entre design gráfico e produto através da apresentação do projeto de graduação desenvolvido pelos dois. O Food Design é apenas uma das áreas que os designers gráficos e de produto podem atuar juntos.
O Food Design apresenta várias classificações. Pode envolver projetos de utensílios para comer o alimento, como é o caso do projeto chamado Tukaani, o talher japonês de Lincoln Kayiwa (http://static.blogo.it/designerblog/Tukaani.jpg). Pode ser um projeto que tenha a comida como matéria, um exemplo disso é o projeto Chocolate Pencils, onde o lápis é de chocolate e com um apontador é possível fazer raspinhas de chocolate (www.thingsville.us/uploaded_images/chocolate-pencils-790734.jpg). Por último, o design para recipientes para transporte ou conservação do alimento, as embalagens.
Os palestrantes destacaram o tratamento diferenciado da empresa Lavazza com o café na Itália. Além do café, a Itália também se destaca pela sua produção diferenciada de chocolate, porém o cacau usado é importado de outros países. No Brasil, temos vários produtos alimentícios que podem ser mais explorados, como o próprio cacau, os doces caseiros e os queijos. Podemos aproveitar o exemplo dado pelos palestrantes para encontrar novos seguimentos para serem explorados. Sempre pensando em como aproveitar as potencialidades e diferenças das regiões do Brasil.

Camila disse...

Depois de assistir a palestra de quarta-feira, tive a certeza de que quando for à Itália não posso deixar de visitar a Food Design Studio, em Milão, o “laboratório de arquitetura alimentar” do designer Paolo Barichella.
A aparência da comida é muito importante. Mais do que saciados, temos de viver a experiência gastronômica. Criada no século passado, o conceito de food design leva em conta o formato do alimento e os contextos em que ele é consumido. “Ainda há muita confusão sobre seus valores reais e campos de aplicação”, afirma o designer.
Paolo explica que as regras do food design são as mesmas aplicadas em revistas, móveis ou eletrodomésticos. “Mas nossa preocupação vai além do resultado estético – existem os aspectos sensoriais e funcionais do produto. Não basta a roupagem bonita. É preciso um olhar atento na composição do prato. Não basta misturar os ingredientes e servi-los de forma desordenada. Você pode diminuir as porções e acrescentar elementos que suavizem a experiência.”
Contrário à idéia de que a estética dos alimentos fique restrita aos restaurantes sofisticados, o italiano afirma que o campo de aplicação do food design não tem limites. E afirma ainda que “realizar um produto de food design é como projetar um automóvel: o designer não vai longe sem o engenheiro. Não contamos com o auxílio direto de um nutricionista, mas é parecido. Não é uma questão de prato leve ou mais calórico, mas de quantidade e do metabolismo de quem consome. Não existe uma dieta universalmente aplicável a todos.”
Em Milão, a Food Design Studio reúne a experiência e o conhecimento de Chef, Designer, Tecnologia, Química, Física e Ciência, com o objetivo de explorar a alimentação sobre todos os aspectos. Essa nova categoria do design abrange o conhecimento das percepções e as sensações do consumidor, do design de produtos alimentícios até os aspectos mercadológicos e cenários futuros do setor de alimentos. Os campos de trabalho são numerosos e a metodologia aplicada amplamente experimental.
Enquanto a Mós Design apresentava-nos seus trabalhos e experiências em design, naquela noite Paolo Barichella ministrava seu terceiro dia de workshop no Istituto Europeo di Design, em Higienópolis, São Paulo. Barichella apresentou aspectos importantes na formação profissional e recomendações para aqueles que pretendem exercer esta atividade, seja na indústria de produtos alimentícios, seja nas áreas afins, entre os dias 14 e 18 de setembro, abordando tópicos como a história do food design e da alimentação, a importância do design de produtos alimentícios, a análise mercadológica, a produção do setor de food design, a tecnologia de alimentos e os aspectos sensoriais.
Barichella já realizou projetos para Ferrero, Pringles, Bonduelle e Perugina. Formado em design industrial e especializado em food design, apresenta um longo currículo, acumulando experiências nas áreas de produção e desenvolvimento de novos produtos alimentícios, assim como passagens significativas na engenharia de alimentos, na comunicação estratégica integrada e recentemente na internet. Por causa dos seus estudos aprofundados, publicações e pesquisas inéditas aplicadas e pelo sucesso dos produtos de sua autoria, Paolo é um dos mais renomados e reconhecidos profissionais em food design.
Um outro exemplo muito conhecido da aplicação desta categoria por Barichella e PierPaolo Magni, seu Accademico di Pasticceria da Food Design Studio, é o chocolate Toblerone cuja embalagem e o próprio produto apresentam um trabalho em food design. O Toblerone é um dos chocolates suíços mais conhecidos do mundo. Sua apresentação triangular foi inspirada nos contornos da montanha Matterhorn, um dos picos mais altos dos Alpes suíços.(www.toblerone.com)
Ah! E um dos lançamentos mais recentes do designer Paolo Barichella, é o chocolate em forma de código de barras. Atraente, inusitado e, é claro, feito com o melhor do chocolate, hum... (www.chocode.com)
[ Camila Pinho | 8º DG – Noite]

William Trava disse...

Na palestra “Food Design” os ex-alunos Artur Caron e Pedro Nascimento trouxeram um pouco da experiência que tiveram na Itália, durante intercâmbio promovido em parceria com a UEMG.
O Conceito de "Food Design" é por muitas vezes ridicularizado e não ganha tanto crédito na esfera do Design. Na palestra os alunos apresentam este conceito atrelado a uma metodologia de Design Integrado, onde empresas do setor alimentício podem utilizar, com respaldo técnico, o Design para alimentos, utensílios para consumo, entre outros, para ajudar o desenvolvimento do seu negócio.
Os alunos apresentaram o estudo de caso de uma Cafeteria Italiana chamada Lavazza. A empresa tomou uma nova postura diante do Mercado, onde, por meio do design, ela inovou em seus produtos, em seus pontos de venda, em sua filosofia, nos nichos de Mercado que o próprio Mercado oferece e, por último, em sua marca.
O tempo todo vemos novos “nomes” para identificar novos serviços, como “Flower Design”, “Designer de Sobrancelhas”, “Food Design”, entre outros.
Por vezes o momento ou a maneira como estes conceitos são colocados ou aparecem no Mercado fazem com que os mesmos sejam ridicularizados e caiam no lugar comum. Porém, se utilizados, talvez, junto a uma metodologida de Branding ou Design integrado, ou ambos, um “nome” sem valor pode se tornar parte de uma estratégia de sucesso.

Misto-X disse...

Eu sabia que tinha algo de estranho na comida da minha mãe!
Faltava o food design!
Mas ela faz sucesso mesmo sem branding, design, publicidade, ou tudo isso junto...

Vai ver é por causa do delicioso sabor.

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