terça-feira, 29 de setembro de 2009

Design e Artesanato: A Atuação do Designer Gráfico no Design Social


A palestra “Design e Artesanato: A Atuação do Designer Gráfico no Design Social” abordou a área de Design e Artesanato e apresentou as experiências vivenciadas pela equipe multidisciplinar do projeto de extensão “Minas Raízes – Artesanato, Cultura e Design”, desenvolvido no Núcleo de Design e Responsabilidade Social do Centro de Extensão da Escola de Design/UEMG, propondo um debate sobre a gestão do design social em projetos de capacitação artesanal.

Palestrantes:
Igor Goulart Toscano Rios, é graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (2000), pós-graduado em Arquitetura Contemporânea (2001) e em Design de Mobiliário (2004) pelo IEC PUC Minas. Atualmente é mestrando em Construção Civil na FUMEC. É professor de Prática Projetual no curso de Design de Produto e de Teoria do Design nos cursos de Design de Produto, Design Gráfico e Design de Ambientes da Escola de Design/UEMG. Leciona Ergonomia na Faculdade CIMO. É coordenador de projeto no Centro de Extensão da Escola de Design/UEMG. Possui escritório próprio desde 1999. Tem experiência nas áreas de Arquitetura e Urbanismo, Construção Civil, Design de Ambientes e Design de Produto.
Contato:
igor.rios@gmail.com
Daniela Menezes Martins, é graduanda em Design Gráfico pela Escola de Design/UEMG e atualmente desenvolve pesquisa na área de Design e Artesanato, com ênfase em Identidade Cultural no Núcleo de Design e Responsabilidade Social do Centro de Extensão da Escola de Design/UEMG. Tem experiência da área de Design Social, atuando principalmente nos seguintes temas: Capacitação, Processo Criativo, Economia da Cultura, Responsabilidade Social e Sustentabilidade. Tem experiência também nas áreas de Documentário, Vídeo e Animação.
Contato:
danielafalbo@hotmail.com
Vivian Bernardes de Souza, é graduanda em Design Gráfico pela Escola de Design e atualmente é bolsista do Núcleo de Design e Responsabilidade Social do Centro de Extensão da Escola de Design/UEMG.
Contato:
vivian_bernardes@uol.com.br
Luiza Soares Otoni, é graduanda em Design Gráfico pela Escola de Design e atualmente é bolsista do Núcleo de Design e Responsabilidade Social do Centro de Extensão da Escola de Design/UEMG.
Contato:
luiza.otoni@yahoo.com.br

Indicação bibliográfica:

BARROS, José Marcio (Org.). As Mediações da Cultura: Arte, Processo e Cidadania. Belo Horizonte: PUC Minas, 2009.

BARROSO, Eduardo. Design, Identidade Cultural e Artesanato. Primeira Jornada Iberoamericana de Design no Artesanato. Fortaleza: 1999. Disponível em:www.eduardobarroso.com.br/artigos.htm

CANCLINI, Hector. Culturas Híbridas. São Paulo: Edusp, 1998.

FREITAS, Ana Luiza. Design e Artesanato: Uma Experiência de Inserção da Metodologia de Projeto de Produto. Belo Horizonte: 2006. Dissertação de Mestrado da Escola de Engenharia da UFMG.

FUENTES, Rodolfo. A Prática do Design Gráfico: Uma Metodologia Criativa. São Paulo: Rosari, 2006.

KRUCKEN, Lia. Design e Território: Valorização de Identidades e Produtos Locais. Belo Horizonte: Studio Nobel, 2009.

_ Manifesto First Things First 2000
. Disponível em: www.5e.com.br/palestra.aspx?idItem=33&cleanCache=820068

MORAES, Dijon de. Cadernos de Estudos Avançados em Design: Multiculturalismo. Belo Horizonte: Santa Clara, 2008.

TRIGUEIRO, André. Mundo Sustentável. São Paulo: Globo, 2005.

3 comentários:

teste disse...

Sobre a palestra do Prf. Igor Rios.
O palestrante apresentou seu projeto na área do design social, bem como uma rápida passagem pela história do mesmo. Partindo do manifesto First Things First publicado em1964 por Ken Garland, apontou a necessidade do design social como área voltada para o desenvolvimento da auto-sustentação de culturas locais através do artesanato. O design como diferencial produtivo propicia à produção local uma aquisição de valor que tem como foco não só a conquista de um mercado mais diferenciado, como também a manutenção da cultura local pelos artesãos.
O papel do designer nesse momento configura o que vêm se consolidando na cultura pós moderna. O papel do designer-gestor. Ele passa do lugar de produtor para o de pensador do processo como um todo. Isso obriga aos designers envolvidos promoverem uma capacitação que vai além do nível técnico das ferramentas, ou do planejamento do projeto. Esse designer é levado a repensar questões antropológicas, históricas e culturais que estão sendo colocadas em questão. Também têm a responsabilidade de promover a capacitação dos artesãos o que os leva diretamente à área de ensino/pedagogia/didática. Todo esse arsenal de conhecimento que os designers são obrigados a adquirir pelo tipo de trabalho que estão lhidando aumenta a responsabilidade do profissional de design inserido nesse trabalho.
Há quem possa dizer que o profissional de design não está habilitado para desenvolver processo com tal amplitude, a exemplo do projeto Minas Raízes, desenvolvido sob coordenação do professor Igor Rios. Tenho como forte crença particular, e acredito que essa noção é o que vai propagar-se com o tempo, que o designer é o profissional capacitado não só para coordenar projetos como esse, como para encabeçar o desenvolvimento da sociedade através de inovações que irão se dar ao nível social, econômico e até político. Ser designer é ter capacidade de pensar em cima de um problema, encontrar soluções específicas para ele e planejar a execução. Essa forma de pensar nos leva a crer que a formação do designer deve estar focada na diferenciação do profissional como pensador estratégico. Ele deve estar preparado não só para utilizar as ferramentas específicas da produção gráfica, como correr atrás de outras ferramentas que se mostrem necessárias para a resolução de um determinado problema.
O resultado positivo do projeto em questão comprova as inúmeras habilidades do designer, e reafirma indubitavelmente o caráter transdisciplinar do design. Essa nova percepção do papel estratégico do designer está sendo consolidada e têm como fortes contribuidores projetos como o Minas Raízes, que demonstra resultados positívos ao nível social e econômico. A possibilidade de continuidade do projeto confirma a potencialidade de uma transformação social mais profunda que atingirá o nível político da região.
Outra questão que se impõe nesse contexto, é o caráter social do design. A pergunta que fica é: será que o design precisa estar inserido na área do design social para buscar como requisitos o benefício social/ambiental/econômico/político? Partindo da concepção do designer como profissional estratégico, que terá o papel de inovar gerando novas possibilidades para a sociedade, não seria esse profissional responsável pelo comprometimento com o desenvolvimento sustentável invariavelmente?
Acredito que ainda teremos teóricos do design pós-moderno que irão rever as metodologias aplicadas hoje de maneira a desenvolver uma nova perspectiva que tenha como requisitos básicos de qualquer projeto o benefício sustentável, além ou apesar do resultado mercadológico do projeto.

Unknown disse...

Segundo palestra proferida pelo professor Igor Rios, endossado pela equipe multidisciplinar do Projeto de Extensão da UEMG “Minhas Raízes,”é de grande relevância a intervenção do designer junto às comunidades de artesãos.
O trabalho consiste em identificar habilidades específicas, desenvolver capacitações e estimular a autonomia entre os artesãos, de forma criativa, porem planejada.
Essa interface aponta ainda para a relevância de uma postura empreendedora, bem como da qualificação técnica e gerencial dos artesãos como forma de sedimentar a atividade artesanal.
Introduz ainda conceitos de qualidade e a diversificação de seus produtos como estratégia de diferenciação competitiva, com base em suas próprias referências culturais e vivências pessoais.
Promove, entre outras coisas , o resgate da auto estima, redimensionando suas habilidades de forma contemporânea, potencializando seu lucros.
O debate convida à reflexão sobre um dos aspectos do design social. Penso que o papel do designer como agente transformador também junto às comunidades em confinamento, como as populações carcerárias, os segregados em instituições como manicômios e outros(vide Artur Bispo do Rosário e seu “INVENTÁRIO DO MUNDO”...) pode ser de um impacto bastante considerável, pelo cunho social e humanitário.


MARIA BENVINDA DE CARVALHO
SEMINÁRIOS DG noite - 8ºperiodo
01/10/2009

Unknown disse...

Através do projeto desenvolvido pelo professor Igor e seus alunos junto aos artesãos da região de Nova Lima foi possível perceber a capacidade do design integrar várias áreas.
O design sistêmico desenvolve bem esta integração nas áreas social, cultural, econômica e ambiental.
No caso dos artesãos de Nova Lima que fabricavam sempre produtos já existente a contribuição dos designers consultores não só fez com que estes artesãos agregasse o valor de sua cultura a esses produtos como também fez com que eles se tornassem agentes multiplicadores na região.
A partir disso o designer com sua visão diferenciada pode ainda sensibilizar estes agentes multiplicadores a gerar renda e cidadania tendo uma relação harmoniosa com o ambiente e promovendo a inclusão de outros novos artesãos a associação .
Com um produto diferenciado e de baixo custo, a chance dos artesãos conseguirem vender para lojas de outras regiões ou expor em feiras de grande expressividade são bem maiores. Nessa fase o designer pode contribuir com sua visão de empreendedor buscando parcerias para que o trabalho desses profissionais tenha identidade e ganhe a aceitação dos novos consumidores.

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