
A palestra “50 Coisas que Você Precisa Saber Antes de Abrir um Escritório de Design” apresenta dicas do que deve ser pensado e esquematizado antes de montar seu próprio negócio. Os sócios do escritório de design gráfico Espaço 4 compartilham, com leveza e descontração, o conhecimento adquirido em alguns anos de gerenciamento.
Sócios do Espaço 4 é Design:
Luciana Darwich é professora de Design de Embalagens na Escola de Design da UEMG e orientadora do Centro de Integração Design Empresa. Possui curso de capacitação em Processo Criativo [Charles Watson], é responsável pelos processos criativos do Espaço 4.
Iara Mol é designer gráfica pela UEMG. Em 2009 o projeto Ladrilhos do Brasil de sua autoria (premiado no 1º Prêmio Minas Design em 2007) foi selecionado para a 9ª Bienal Brasileira de Design Gráfico. Iara é responsável pelo Design Emocional e o Branding [construção de marcas].
Tiago Belotte é pós-graduando em Gestão com ênfase em Marketing pela Fundação Dom Cabral e Designer Gráfico pela UEMG. Belotte, como é conhecido, é autor do blog Design é Negócio e responsável pelo planejamento, estratégia e negócios.
Contato: contato@espaco4.com.br
www.twitter.com.br/espaco4
Indicação bibliográfica:
PHILLIPS, Peter L. Briefing: A Gestão do Projeto de Design. São Paulo: Blucher, 2008.
O Valor do Design: Guia ADG Brasil de Prática Profissional do Designer Gráfico. – São Paulo: Editora SENAC. São Paulo; ADG Brasil Associação dos Designers Gráficos, 2003.
Sócios do Espaço 4 é Design:
Luciana Darwich é professora de Design de Embalagens na Escola de Design da UEMG e orientadora do Centro de Integração Design Empresa. Possui curso de capacitação em Processo Criativo [Charles Watson], é responsável pelos processos criativos do Espaço 4.
Iara Mol é designer gráfica pela UEMG. Em 2009 o projeto Ladrilhos do Brasil de sua autoria (premiado no 1º Prêmio Minas Design em 2007) foi selecionado para a 9ª Bienal Brasileira de Design Gráfico. Iara é responsável pelo Design Emocional e o Branding [construção de marcas].
Tiago Belotte é pós-graduando em Gestão com ênfase em Marketing pela Fundação Dom Cabral e Designer Gráfico pela UEMG. Belotte, como é conhecido, é autor do blog Design é Negócio e responsável pelo planejamento, estratégia e negócios.
Contato: contato@espaco4.com.br
www.twitter.com.br/espaco4
Indicação bibliográfica:
PHILLIPS, Peter L. Briefing: A Gestão do Projeto de Design. São Paulo: Blucher, 2008.
O Valor do Design: Guia ADG Brasil de Prática Profissional do Designer Gráfico. – São Paulo: Editora SENAC. São Paulo; ADG Brasil Associação dos Designers Gráficos, 2003.
LUPTON, Ellen. Pensar com tipos. São Paulo: Cosac Naify, 2006.
BAXTER, Mike. Projeto de Produto. São Paulo: Edgard Blücher, 2000.
BURDEK, Bernhard E. Design: História, Teoria e Prática do Design de Produtos. Kindle, 2005.
NEUMEIER, Marty. The Brand Gap. Berkeley: New Riders, 2006.
BAXTER, Mike. Projeto de Produto. São Paulo: Edgard Blücher, 2000.
BURDEK, Bernhard E. Design: História, Teoria e Prática do Design de Produtos. Kindle, 2005.
NEUMEIER, Marty. The Brand Gap. Berkeley: New Riders, 2006.
6 comentários:
A palestra dos integrantes da Espaço 4, Tiago e Iara, trouxe um ótimo esclarecimento para nós formandos pois, por diversas vezes, achamos que para montar uma empresa basta somente criar um nome e ter muita disposição e competência; contudo, como vimos, antes mesmo de ter as portas abertas de sua empresa é necessário realizar vários procedimentos jurídicos, que, se não forem feitos antes da abertura, no futuro poderá ser causa de problemas para empresa.
Pois bem, mas já que você decidiu abrir mesmo a sua empresa, é necessário ter alguns cuidados, como disseram os palestrantes. Entre esses cuidados, destaco a necessidade de adotar uma política de preços, pois é impossível pensar que no início você irá cobrar mais barato e com o passar do tempo e a capitação de novos clientes seu preço será reajustado, já que nesse período o serviço prestado será o mesmo.
Outro ponto que gostaria de reforçar é a importância de adquirir experiência em agências de publicidade ou escritórios de design antes de abrir sua empresa, pois mesmo que você não consiga acompanhar todo o processo, a vivência nesses ambientes lhe dará algo como a confiança que só a prática pode oferecer.
Das 50 coisas pra se saber antes de abrir um escritório de design, acho que o mais fácil delas foi “casar com alguém rico”! Brincadeira à parte, a palestra do Tiago Belotte e da Iara Mol, da Espaço 4 falou sobre as dificuldades de se abrir e principalmente, manter uma empresa.
Eles vem reforçar a idéia que já vimos em palestras anteriores, de que para se abrir uma empresa, é necessário conhecimentos administrativo financeiros, mesmo que nossa área de atuação seja o design gráfico.
Além de um inevitável interesse pela área administrativa, é necessário um conhecimento multidisciplinar para se poder manter no ramo, como vimos depois, na palestra do Prof. Breno Pessoa. Um profissional pró-ativo, que consiga se adaptar facilmente às novas demandas e comunicativo é um dos mais almejados. Na era da tecnologia para todos, ter expertise em softwares não é mais algo que seja o ponto principal num currículo.
Voltando à questão da empresa, além de conhecimento na área administrativa, é necessário ter persistência para vencer os obstáculos, já que uma empresa, geralmente só começa a ter retorno depois de alguns anos.
Interessante a palestra e a forma como foi abordada, tópica, direta e ao mesmo tempo abrangente, uma noção para quem quer e pensa em "ser dono de um escritório de design".
Abrir um escritório é realmente complexo e demanda não somente determinação, foco e empenho, mas especialização profissional e até mesmo pessoal em outras áreas além do Design, como noções de Gestão, Financeiro, Relacionamento Interpessoal, Cordenação de equipe, Vendas, dentre outras.
Mas antes de pensar em ser dono é preciso analisar seu perfil pessoal. Existem exemplos de pessoas que abriram escritório e depois de um tempo desistiram, ou o negócio não deu certo, simplesmente por não terem um perfil de dono. Ser dono é uma mentalidade, é algo que você escolhe para toda vida.
Existe um pensamento equivoco quando se quer abrir um negócio próprio, principalmente quando se é jovem, sem muito conhecimento e experiência, de que significa ganhar muito dinheiro, não ter que dar satisfação para ninguém e ter independência. Quem abre um negócio com este pensamento, está fadado ao insucesso.
Ser dono, pelo contrário, é uma posição de muita responsabilidade, e responsabilidades sempre vêem com preocupações, cobranças e requerem planejamento e preparação. Ganhar dinheiro fácil? Mentira. Todo negócio passa um periodo inicial de adaptação e demora para ter retorno financeiro, e no caso de um escritório de design, um funcionário pode ganhar um salário até maior que o do dono no começo. Ganhar dinheiro nunca é fácil, só na promessa da loteria! É necessário planejamento comercial, um controle financeiro bem feito, um plano de negócio, dentre outras coisas. Outra verdade que as vezes não é percebida, é que o dono tem sim que dar satisfações, e agora maiores ainda do que para um chefe: é para o cliente. Além de fornecedores e vários outros canais de relacionamento. Quanto a ser independente, é uma verdade relativa. Quanto maior a responsabilidade de um cargo, maior o desafio, e a independência é algo a ser conquistado e cultivado, ou seja, em todo tempo, despende-se muito esforço para estar em alta posição, e a sensação de liberdade que aparece intrínseca ao conceito de independência, é falsa. O dono não é livre, existem pessoas que dependem dele, ele tem que trabalhar quantas horas for preciso para o negócio prosperar, precisa pagar os salários de funcionários no fim do mês, conquistar e fidelizar clientes, planejar a cada dia como se posicionar bem e ganhar mercado, lidar com competições, se desenvolver profissional e pessoal cada vez mais, em caso de sociedade, tem o relacionamento com os sócios, enfim, ser lider não é posição de conforto, mas muito trabalho.
E existem pessoas com o perfil de simplesmente não quererem pensar e se preocupar com nada disso, querem a segurança de horários fixos, a garantia do salário no fim do mês e o foco no trabalho.
Concluo que ser ou não ser dono, cada qual tem seus prós e contras, o que não foi analisado a fundo aqui, mas opinei brevemente, algo que considero importante para quem está pensando em abrir um escritório de design pensar: que cabe a cada um, antes de tudo, fazer uma auto-análise de seu perfil.
Com uma proposta de apresentação objetiva, a palestra dos sócios da Espaço 4 conseguiu complementar a palestra que veio logo antes, do professor Breno Pessoa. Complementa no sentido de revelar uma outra etapa, que acaba se mostrando uma das várias escolhas profissionais a serem feitas.
Não acho que a palestra da Espaço 4 tenha mostrado as dificuldades de se abrir uma empresa de comunicação. Vejo mais como uma série de dicas abrangentes que norteiam empreendedores, que queiram se aventurar no processo de administrar um negócio.
Dessas dicas, consigo evidenciar algumas que me chamaram mais a atenção, tais como a relação necessária com outros escritórios que façam outros tipos de trabalho. Por exemplo, seu escritório pode não desenvolver projetos de sites, mas não vai ser esse o fator que impedirá você de trabalhar com isso. Se houver uma relação com um escritório de webdesign, ou com programadores dispostos, o projeto poderá ser desenvolvido. A experiência mostrada no caso da Espaço 4 especificamente foi com projetos de embalagens.
Mas o ponto principal da palestra é a diferença entre os núcleos administrativos, empreendedores, de atendimento, e de criação de um escritório de design, como é o caso. É importante observar a necessidade de cada área, e como cada profissional deve entender o mínimo sobre a outra área, e sobre o processo inteiro. Na Espaço 4, como um exemplo, há profissionais especializados em áreas de atendimento, mas esses profissionais entendem bem os processos de criação do design. Podem não ser exímios criadores, mas sabem defender os projetos junto ao cliente.
A Espaço 4 é um exemplo de sucesso da incubação, e como ela pode auxiliar os processos burocráticos empresariais. A palavra-chave dessa palestra foi disciplina, e segundo os próprios palestrantes o conhecimento do trâmite, que sustenta a empresa como ela é, vem da incubação subsidiada pela Universidade.
Na palestra que trouxe dicas para quem deseja começar seu próprio negócio, tornou-se possível a assimilação de informações que muitas vezes desconhecemos a respeito do mercado, por sermos recém-graduados e inexperientes na área.
Quando você planeja adeqadamente, se preoupa - e foca - no cliente e é transparente em suas relações pode-se dizer que você já está no caminho para alcançar o sucesso empresarial.
O designer que embarca na idéia de montar um escritório, muitas das vezes não está preparado para administra-lo, afinal ele vem de uma trajetória onde a criação é o seu foco, e não o empreendedorismo. Assim, este profissional, recém-formado, está passível de cometer múltiplos erros, podendo levar seu negócio a falência ainda no início.
Por responder boa parte das perguntas acerca deste profissional, a palestra foi de todo elucidativa e criativa, na abordagem de 50 dicas para evitar erros fatais na criação de uma micro-empresa.
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